Foto: Portal Tailândia

Enquanto a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) assusta o mundo, moradores de Tailândia, a 230 quilômetros de Belém, tentam seguir a vida sem alterar drasticamente o cotidiano. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, no início da noite de ontem (31), aponta que nenhum caso da doença foi registrado no município até o momento. Segundo o boletim, existe 1 caso em análise, 5 descartados e 21 pessoas em monitoramento, depois de terem vindo de locais, onde o vírus já foi diagnosticado.

COMÉRCIO

A maior preocupação das autoridades é evitar aglomerações desnecessárias. Enquanto muitos clientes de uma farmácia ficam na fila, uma funcionária orienta para cada um manter a distância mínima estabelecida. Uma das formas encontradas pelo empresário Luciano Tambaroti, que também é presidente da Associação Comercial e Industrial de Tailândia (ACITA), para evitar aglomerações dentro da farmácia.

Luciano garante que é repassado constantemente, orientações de higienização aos colaboradores e clientes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as mãos sejam lavadas com água e sabão ou usado álcool em gel para conter o avanço do vírus. O empresário, ex-secretário de saúde do município, reforça os cuidados, principalmente com os idosos e pessoas com doenças preexistentes para evitar problemas mais sérios.

Nilviano Santos é empresário do ramo de confecção. A loja dele, Lojas Maranata, faz parte de um grupo de empresas, do qual cerca de 40 baixaram as portas por causa da pandemia. Com baixa movimentação no comércio as vendas caíram. Para não demitir e também evitar aglomerações, a saída foi dividir os colaboradores em turnos. A favor do isolamento vertical, defendido também pelo presidente Jair Bolsonaro, que isola o grupo de risco, o empresário, que também é pastor, acredita que a economia não pode parar, caso contrário também faltará dinheiro até para o setor público que deixará de arrecadar.

Com menos gente nas ruas, menos o comércio vende, a indústria deixa de fabricar e milhões de empregos são perdidos. Pensando nisso, a ACITA divulgou 12 orientações aos comerciantes. Os governos federal e estadual lançaram estímulos a economia para conter uma crise financeira sem precedentes que pode acontecer após a pandemia.

CURVA DE CONTÁGIO E AÇÕES DE COMBATE

Com o risco de contágio acelerado, várias medidas foram tomadas, como a suspensão de aulas, limitação no atendimento de diversos órgãos públicos, fechamento de bares, restaurantes e casas de shows. Um isolamento parcial, dependendo do município. Em Tailândia, o prefeito optou pelo não fechamento do comércio para evitar demissões e um aprofundamento na crise provocada pelo coronavírus. Uma equipe permanente foi montada e locais com grande fluxo de pessoas estão recebendo higienização.

Preocupado com a curva da contaminação e com um colapso no SUS, o Ministério da Saúde pede para quem puder, permanecer em suas casas, principalmente pessoas do grupo de risco, como diabéticos, hipertensos e idosos. A orientação é reforçada pelo Hospital Geral de Tailândia (HGT) e Secretaria Municipal de Saúde. Mas esse isolamento divide opiniões e provoca discussões entre grupos, até mesmo o próprio governo federal vem se mostrando dividido entre a recomendação do ministro e o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro.

Aos 83 anos, dona Nilsa Francisca de Souza saiu da vila Auí-Açu, zona rural de Tailândia para ir até uma agência bancária no centro da cidade, receber o benefício do INSS. Na companhia do marido, seu Luiz Gonzaga de Souza, de 78 anos, a idosa conta que infelizmente não teve como evitar sair de casa. Com máscaras de proteção, o casal que está junto há 54 anos, pagou R$ 40 reais a um motorista particular para fazer a viagem até a agência bancária, que como tem ocorrido, estava com muita gente na fila para entrar.

Aliás, são as agências bancárias, casas lotéricas e correspondentes bancários, as maiores preocupações das equipe de saúde do município. Diariamente é percebido aglomerações dentro ou fora desses locais, o que aumenta o risco de contágio. O que tem gerado ainda reclamações de donos de outros tipos de estabelecimentos que tiveram que suspender suas atividades para evitar justamente essas aglomerações, como é o caso de academias, restaurantes, bares e lanchonetes.

Sobrou até para as grandes empresas de dendê, que fizeram seus pagamentos na última semana, gerando uma demanda muito grande em agências bancárias. A prefeitura do município resolveu fazer o pagamento dos servidores de forma escalonada, apontou o órgão.

AGROPALMA

Sobre as aglomerações durante o pagamento, em nota, a Agroplama informou que o pagamento da empresa é feito de forma a não impactar o funcionamento das agências. Veja a nota:

Belém (PA), 31 de março de 2020 – A Agropalma informa que o pagamento dos salários de seus colaboradores é feito de forma a não impactar as atividades das agências bancárias, mesmo antes da pandemia do coronavírus. Para isso, a empresa tem como procedimento efetuar o pagamento dos trabalhadores da área agrícola em dia distinto dos colaboradores das áreas industrial e administrativa.

Atualmente, o banco utilizado pela Agropalma é o Bradesco, por ser o único que possui agências bancárias nos municípios de Tomé-Açu, Moju, Abaetetuba e Tailândia. Além disso, oferece um Posto de Atendimento Bancário (PAB) no distrito de Palmares (Tailândia), que atende a maioria dos funcionários da companhia e fica próximo de suas agrovilas.

Com relação ao fluxo de pessoas nas agências e em outros estabelecimentos, a Agropalma tem orientado seus colaboradores a evitarem aglomerações e seguirem os protocolos de segurança divulgados pelos órgãos oficiais de saúde, como Organização Mundial e Saúde e Ministério da Saúde. Entre as recomendações divulgadas pela empresa, por meio de seus canais oficias de comunicação, estão o distanciamento mínimo de um metro entre pessoas; lavagem de mãos frequente ou higienização com álcool gel; e, ao tossir ou espirrar, proteger a boca e o nariz com o antebraço, a fim de auxiliar nas medidas preventivas à disseminação do coronavírus.

Comunicação Corporativa Agropalma

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