Usina de Tucuruí, no sudeste do Pará. (Foto: Reprodução/G1)

A Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste do Pará, reforça os procedimentos de acompanhamento da barragem após uma sequência de tremores de terra de baixa magnitude registrados no município este ano.

Como parte das ações de segurança, foi realizada uma simulação para avaliar os sistemas utilizados no monitoramento da estrutura e verificar a resposta dos protocolos diante de possíveis ocorrências.

Em maio, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou três tremores em Tucuruí, com magnitudes de 2,5, 2,4 e 2,0. Em junho, novos abalos foram registrados na região e chegaram a causar preocupação entre moradores, com relatos de danos em algumas residências.

A usina possui barragens que chegam a 95 metros de altura, enquanto o reservatório tem capacidade para armazenar mais de 50 bilhões de metros cúbicos de água. Por conta das dimensões do empreendimento, a estrutura passa por acompanhamento permanente.

Segundo a empresa responsável pela operação, mais de 1,6 mil instrumentos são utilizados para verificar as condições da barragem. Os equipamentos permitem acompanhar fatores como a pressão da água e possíveis movimentações da estrutura.

Além do monitoramento por instrumentos, as equipes realizam inspeções de campo e analisam continuamente os dados coletados. A simulação realizada recentemente também serviu para testar os procedimentos e protocolos de segurança.

A atividade sísmica na região também é acompanhada por órgãos municipais. A Prefeitura de Tucuruí, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal formaram uma comissão para acompanhar os tremores registrados no município.

Especialistas explicam que tremores de baixa magnitude podem ocorrer em diferentes regiões do Brasil e, na maioria dos casos, apresentam intensidade insuficiente para serem percebidos pela população.

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