A chacina onde nove pessoas em Belém na noite da última terça-feira, 4, foi condenada por diversas entidades. A Anistia Internacional pediu ontem investigação imediata e independente. Em nota, a entidade pede ainda que o governo federal acompanhe as investigações e que as autoridades paraenses tomem medidas necessárias para garantir imediatamente a segurança a moradores desses bairros.

A Anistia Internacional destaca na nota que “há informações de que a chacina foi cometida supostamente por policias militares como vingança pela morte de um cabo membro da ROTAM — Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas — da Polícia Militar do estado, ocorrida na mesma noite” e que “há indícios de que a ação foi convocada por meio de redes sociais”. O texto também pede que, “da mesma forma, a morte do cabo deve ser investigada e responsabilizada”.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) disse que está acompanhando todos os casos e investigações junto com a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH), e cobrando resposta do governo do estado e atuação das corregedorias das polícias Civil e Militar.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, Luanna Tomaz, reforçou que parlamentares em Belém e em Brasília estão cobrando reforço e expondo a situação no Pará. Já chegou a se falar em intervenção federal. Ofícios foram enviados à Secretaria Nacional de Direitos Humanos, à Segup e à OAB nacional para acompanharem o caso.

— Se há grupos criminosos, é preciso desmantelá-los e garantir a segurança. O que não pode é continuar com essa violência. Os direitos humanos não são para defender mocinho ou bandido, mas para preservar vidas. A população está cheia da sensação de impunidade e exige políticas de combate à desigualdade — declarou Luanna.

Via, O Globo

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