A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará descartou nesta quarta-feira (5) pedir o envio de homens Força Nacional para atuar em Belém após os dez assassinatos registrados na noite desta terça (4), e informou que os bairros onde ocorreu a chacina terão policiamento reforçado. As informações foram repassadas pelo titular da Segup, Luiz Fernandes Rocha, em reunião com a Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Estado.

“O que aconteceu não foi um crime comum, foi uma afronta ao estado democrático de direito”, comentou o secretário. Segundo ele, um grupo de oito delegados investiga os assassinatos ocorridos nesta terça e que um inquérito policial foi instaurado para apurar as mortes do cabo PM Antônio Figueiredo e de outras nove pessoas.

Nos bairros da Terra Firme e do Guamá o policiamento foi reforçado durante todo o dia, segundo o comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, coronel Dilson Júnior. “Estamos com 120 policiais nas ruas, e durante a noite teremos o reforço de mais 30 soldados da Tropa de Choque, que também atuaram durante a madrugada na prevenção de crimes”, explicou o coronel.

O comandante geral da Polícia Militar, Daniel Mendes, ressaltou o impacto negativo que a veiculação de informações falsas pode causar. “Nossa preocupação é com a credibilidade e a qualidade das informações divulgadas. A prioridade agora é uma resposta à sociedade”, ressaltou Mendes.

Boatos serão investigados
Durante a noite desta quarta, várias fotos, áudios e vídeos foram compartilhados em redes sociais com informações falsas sobre os assassinatos que ocorriam na cidade. Algumas mensagens chegaram a relatar mais de 100 mortes que teriam ocorrido nos bairros da Terra Firme, Guamá e Jurunas.

Segundo o delegado Samuelson Igaki, da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Virtuais, usuários que deturpam ou criam informações falsas podem ser identificados e responder judicialmente. “Tudo que é feito na internet deixa rastro, e a Polícia Civil investigará os rastros deixados na internet neste caso”, afirma Igaki.

“Podem ocorrer diversas situações, como, por exemplo, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso, a comunicação falsa de crime ou contravenção e o falso alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente capaz de produzir pânico ou tumulto, que é a situação que estamos vendo hoje”, explica o delegado.

Rotam não tem página em rede social
A Polícia Militar do Pará se manifestou por meio de nota informando que a Ronda Tática Metropolitana (Rotam) não tem perfil ou página oficial em nenhuma rede social. O Comando da PM esclareceu ainda que a Polícia Militar do Pará não é responsável pelas postagens feita em nome da Rotam em redes sociais, ou por nenhuma outra em nome da corporação, e que os autores das postagens serão investigados e devem responder judicialmente pelo crime.

 

Via G1 PA

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