Gigante de buscas fatura famoso app de geolocalização por cerca de US$ 1,3 bilhão. E mais: 4 motivos pelos quais o Google comprou o Waze

google-compra-waze

O Google anunciou nesta terça-feira, 11, a compra do aplicativo de geolocalização Waze, desenvolvido por uma startup israelense.

Segundo a gigante de buscas, os funcionários da empresa continurão trabalhando em Israel e os recursos do Google Maps serão integrados ao app.

“Estamos empolgados com a perspectiva de melhorar o Google Maps com alguns dos recursos de atualização de tráfego do Waze “, afirmou o vice-presidente de geolocalização do Google, Brian McClendon.

Nas últimas semanas, boatos afirmavam que o Facebook também estaria interessado na companhia. Mas, segundo um jornal israelense, o Google teria oferecido US$ 1,3 bilhão pelo app – uma oferta superior.

A possibilidade de compra pelo Facebook também esfriou, em parte, por indefinição sobre o que fazer com a equipe que trabalha na startup. Seu time provavelmente teria de se mudar para os Estados Unidos.

O valor da negociação entre a gigante de buscas e o Waze não foi oficialmente revelado.

Sobre o Waze

O aplicativo fornece informações de geolocalização por meio de interação social. Uma base com milhões de usuários gera e consome dados sobre o tráfego, o que ajuda quem dirige a desviar de congestionamentos.

Disponível para iOS, Android e Windows Phone, o aplicativo, foi eleito o melhor de 2012 para iPhone pela App Store brasileira.

Segundo Uri Levine, criador do Waze, o app ganha 250 mil usuários a cada mês no Brasil, sendo o país que mais cresce em números de usuários fora dos Estados Unidos.

4 motivos pelos quais o Google comprou o Waze

Nesta terça-feira, 11, foi selada a aquisição do Waze pelo Google. O aplicativo de navegação e mapas foi comprado por cerca de US$ 1 bilhão, mas por que a empresa gastou todo esse dinheiro em um aplicativo?

O Mashable organizou uma lista com quatro motivos pelos quais o Google se interessou no app. Confira a seguir:

Não há muitas empresas de software de mapeamento
O Waze praticamente não tinha concorrentes reais pelo orçamento restrito de uma start-up. A empresa tem 110 empregados, fornecendo um serviço que é inviável para pequenas empresas de 15 funcionários, o que já elimina o surgimento de novos concorrentes. Além da mão-de-obra, também é necessário tempo e uma comunidade ativa de usuários para acertar este tipo de serviço.

Outro motivo que impede o surgimento de startups nesta área é a dificuldade de produzir mapas e o medo da competição com o próprio Google.

Google ainda não tem uma rede social de peso
O Google diz que o Google+ já tem 500 milhões de pessoas, mas a porcentagem deste número que realmente é usuária ativa do serviço é limitada. O Mashable vê a comunidade ativa do Waze como um ganho para o Google, já que o aplicativo fornece uma camada social em plataformas móveis, o que é bastante atraente.

Mapas são cada vez mais importantes
Segundo Julie Ask, vice-presidente da Forrester Research, consultoria que analisa o mercado de tecnologia, os softwares de mapas já estão lado a lado com e-mail e browsers em termos de funcionalidade. Os usuários parecem ter se acostumado nos últimos anos a confiarem no Google Maps.

Movimento defensivo
A aquisição foi uma forma de impedir que os concorrentes Apple e Facebook ganhassem força no setor. A empresa da maçã até tem o Apple Maps, embutido no iOS 6, mas a rede social de Mark Zuckerberg ainda não tem um recurso estabelecido de mapas.

O que o Facebook tem é praticamente um Foursquare, no qual o usuário pode fazer um check-in, mas não pode planejar rotas. E privar a rede social de ter o Waze ao seu lado dá ao Google uma boa vantagem. Se o app não trouxer inovações para o Google Maps, pelo menos ficará longe das mãos dos rivais.

[divide style=”2″]

Para acompanhar mais notícias de Tailândia, Curta o Portal Tailândia no Facebook: facebook.com/portaltailandia.com.brSiga também o Portal Tailândia no Twitter e por RSS.

olhar digital

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.