É importante afastarmo-nos e isolarmo-nos para que o nosso cérebro possa processar a informação que recebe e que necessita filtrar e guardar.
Desde que foi massificada que a Internet tem estado cada vez mais presente e cada vez mais acessível. Ela nos dá acesso a conteúdos infindáveis e a informação em quantidades que nunca foram disponíveis na história da Humanidade.
Mas este lado bom da Internet pode esconder alguns problemas inerentes e que podem estar a alterar a forma como assimilamos a informação e também como nos relacionamos com ela.
A pergunta fundamental é, o que a Internet tem nos feito de mal?
Segundo estudos realizados o excesso de estímulos que recebemos ao estar constantemente ligados à Internet pode estar mudando a forma como assimilamos a informação e também a quantidade desta que retemos.
O problema não está na quantidade de informação a que temos acesso mas sim nesses estímulos, que ao serem constantes estão evitando que façamos o processamento das memórias e a sua assimilação.
Este problema tem vindo a aumentar por estarmos cada vez mais ligados à Internet e constantemente a ser estimulados pela informação que recebemos, pelos nossos contatos e também pelas fontes que ela pode fornecer.
É importante conseguirmos afastarmo-nos e isolarmo-nos para que o nosso cérebro possa processar a informação que recebe e que necessita filtrar e guardar.
Para retratar este problema e dar imagem a uma entrevista feita a Nicholas Carr, a equipa dos Epipheo Studios disponibilizou um vídeos onde os principais tópicos e os principais problemas são apresentados.
Nicholas Carr foi o autor do livro The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, lançado em 2010 e onde este problema foi apresentado e analisado.
A pergunta que deixamos aos nossos leitores hoje é se estão expostos a estes estímulos de forma continuada e se conseguem isolar-se para se protegerem deles e de todos os seus efeitos nocivos.
A Internet é uma fonte de conhecimento quase inesgotável e sempre disponível, mas deve ser usada com conta, peso e medida. Devemos ser capazes de nos isolarmos e deixar de estar dependentes dela. Devemos ser nós a fazer uso na medida das nossas necessidades e não estarmos imersos em tudo o que ela nos oferece, de bom e de mau, de forma constante.
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