Imagem aérea feita a partir de helicóptero do Ibama, durante operação Arco de Fogo (Foto: Ascom/Ibama/PA)

O município de Tailândia, no nordeste do Pará, foi o primeiro a receber agentes da Força Nacional, da Polícia Federal, do Ibama e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que já iniciaram as fiscalizações em duas serrarias do município.

A Governadora Ana Júlia Carepa afirmou que apesar da economia de Tailândia depender do comércio de madeira, o trabalho do Ibama, da Polícia Federal e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente vai continuar no município. Ela comparou essa situação ao comércio de drogas, que é grande no país e que movimenta a economia, mas, que não é por isso, que o Governo Federal deixa de fazer o seu trabalho de proibir a venda e punir os envolvidos neste comércio ilegal. “A atividade florestal madeireira em Tailândia movimenta milhões de reais por ano na economia, mas, já conversamos com o Governo Federal para criar estratégias de evitar essa perda, implantando outras atividades econômicas”, afirmou a governadora.

Ela acrescentou que o lucro dessa atividade é pouco distribuída em Tailândia, já que a maior parte desses trabalhadores não têm carteira assinada. Ela também afirmou que os trabalhadores que forem prejudicados financeiramente por conta das operações nas madeireiras serão contemplados com ações sociais. O Superintendente do Ibama no Pará, Aníbal Picanço, apresentou um dado importante sobre recente ação de duas empresas madeireiras, que ingressaram na Justiça um pedido de devolução da madeira apreendida em seus pátios, durante a operação “Guardiões da Amazônia”. Sobre isso, o superintendente afirmou que o pedido foi negado e que as madeiras continuarão sob a responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente do estado, que está fazendo a retirada da madeira do local.

O Secretário do Meio Ambiente, Valmir Ortega, disse que os fiscais do Ibama e da Sema recebem orientação para ter zelo na hora de autuar e multar empresas madeireiras para que sejam feitas sempre de acordo com a legislação e posteriormente validadas na Justiça. O delegado da Polícia Federal, Leandro Coimbra, afirmou que, com as equipes já em campo, e contando com o apoio do Ibama e Governo do Pará, as fiscalizações continuarão e não têm hora para terminar. “Os agentes ficarão no município o tempo que for necessário”, concluiu o delegado.

 

(Luciana Almeida Ascom/Ibama/PA)

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