Após o “recesso” parlamentar de fim do ano, o legislativo municipal de Tailândia volta aos trabalhos nesta quinta-feira, 16, em Sessão Solene de abertura do Ano Legislativo e consequentemente da 8ª Legislatura da Casa, após a eleição de 2016, onde apenas 3 dos 13 vereadores foram reeleitos.

Embora os trabalhos sejam reabertos oficialmente nesta quarta, o início do ano foi de grande movimentação política para os vereadores. A casa se viu envolvida em uma disputa pela presidência logo no primeiro dia do ano, com 7 votos José de Sousa Nojosa (Queimado), foi reeleito como presidente da Câmara pelos próximos dois anos. Como o prefeito eleito não tinha sido empossado, o presidente da Câmara se tornaria prefeito interino, o que de fato aconteceu até o dia 18 de janeiro, quando Macarrão conseguiu uma liminar e assumiu o Poder Executivo.

A ocasião da eleição na Câmara mostrou claramente a disputa entre dois grupos políticos, mas foi no episódio da posse de Macarrão que os ânimos se acirraram de vez entre essas forças. A partir de amanhã, um novo capítulo começa a ser escrito e como se comportarão os atores, só saberemos com a chegada dos próximos dias.

REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA

12 partidos serão representados na casa, PMDB é o único com dois vereadores, PSB, DEM, PMN, PSL, PRP, PPS, PTC, PDT, PROS, PR e PSC tem um vereador cada. Desses, PMN, PTC e PRP não tem representantes na Assembleia Legislativa do Pará, (Alepa), e nem na bancada paraense na Câmara Federal. Isso dificulta o trabalho individual do vereador, que poderia requerer Emendas junto ao (s) seu (s) deputado (s), mas não limita atuação junto a parlamentares de outros partidos.

Caso que vem ocorrendo com o deputado federal Nilson Pinto (PSDB), partido do governador Simão Jatene, mas que não elegeu representante na Câmara Municipal. Nilson Pinto foi procurado no início deste ano pela vereadora Jaqueline Neto (PRP) e outros vereadores para auxiliar o município através de emendas parlamentares, o deputado se mostrou disposto a atender as demandas, principalmente porque já há alguns anos, Nilson Pinto destina emendas para Tailândia.

NEM DIREITA NEM ESQUERDA

Embora representem 12 dos 35 partidos políticos registrados no Brasil, e suas ideologias sejam de centro (2), centro esquerda (4), centro direita (4) e direita (2) será difícil vislumbrar algum vereador levantar ideologias partidárias. Diante disso, é pouco provável termos um embate ideológico partidário na Câmara, ficando uma disputa mais simplista entre situação e oposição, ou seja, quem se aliará a Macarrão e quem ficará na oposição, podendo até ter quem tente ficar neutro, mas que em algum momento terá que escolher um lado.

A análise é simples, para o vereador desenvolver seu trabalho junto aos seus eleitores, em muitos casos precisa contar com apoio do Executivo, seja para indicar servidor ou solicitar uma simples consulta médica.

OPOSIÇÃO X SITUAÇÃO

Embora o grupo de 7 vereadores que elegeu Queimado presidente, tenha demonstrado certa dissolução nos últimos dias, enfraquecendo a oposição a Macarrão na Câmara Municipal, pela primeira vez na história da Casa, poderemos ver um prefeito enfrentar de fato uma oposição, formada no legislativo.

Queimado, Dário e Jaqueline, que compõem a Mesa Diretora, formam uma oposição natural a Macarrão. Juntam-se provavelmente a estes, Lauro Hoffmann Créu da Van. Sodré e Professor Rosenildo devem migrar para a base de apoio a Macarrão. A base governista está composta por Hígia Frota, Desto, Raimunda, Márcio,  Gordo do Palmares Alceu do PPS.

O Executivo sabe o quanto é importante ter uma base forte na Câmara, não apenas para votar projetos importantes sem depender de votos de adversários, mas para garantir que quando suas contas de gestões anteriores chegarem a Câmara, elas sejam aprovadas. Em 2016 o STF – Superior Tribunal Federal, decidiu que apenas vereadores tem o poder de julgar contas de prefeitos. Contas rejeitadas na Câmara seria um estrago político para Macarrão.

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HÍGIA

Vereadora mais votada da atual legislatura com 1.306 votos, Higia Frota vai ter pela frente o desafio de liderar os vereadores da base, embora o papel de articulador seja desenvolvido aparentemente pelo vereador Desto, que demonstra ter bastante habilidade na estratégia política.

Mas que liderar, a vereadora do DEM, terá a oportunidade nos próximos 4 anos de se projetar politicamente. Candidata derrotada a prefeitura em 2012, Higia sabe que precisa desenvolver um bom trabalho, caso ainda tenha pretensões para o executivo em 2020, isso é claro se não tivermos antes disso uma nova eleição.

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