Marcos Valério, condenado nos processos dos mensalões do PSDB e do PT, durante depoimento à Polícia Federal (foto: reprodução)

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), um convite para que o publicitário Marcos Valério compareça a uma audiência pública extraordinária para explicar uma suposta relação entre integrantes do PT e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A audiência está marcada para o dia 14, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O filho do presidente propunha uma convocação. O pedido foi transformado em um convite.
Durante depoimento à Polícia Federal, Valério afirmou que o ex-secretário-geral Sílvio Pereira lhe disse que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava revelar que o PT recebia dinheiro de empresas de ônibus, de operadores de transporte clandestino e de bingos, que lavavam dinheiro para o PCC. O dinheiro financiaria campanhas do PT ilegalmente.

No requerimento, Eduardo Bolsonaro justificou a convocação citando a recente repercussão e relevância das informações prestadas no depoimento do publicitário.
“Considerando o vulto que o teor de suas declarações apresenta para o escopo desta Comissão, considero de grande relevo o convite ao Sr. Marcos Valério para explanar sobre os temas em epígrafe para os membros desta comissão”, diz.

A defesa de Marcos Valério disse à “CNN” que ainda não sabe se ele vai comparecer à Câmara.

Relembre o caso:

Reportagem publicada nesta sexta-feira (1º) pela revista “Veja” revela vídeos de parte da delação premiada em que Valério fala sobre uma suposta relação de petistas com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A autenticidade do depoimento à Polícia Federal foi confirmada pela CNN.

O caso em questão é o mesmo noticiado pelo jornal “O Estado de S.Paulo” em 2018. A delação premiada foi homologada pelo ministro aposentado do STF Celso de Mello.

“Os bingos estariam lavando dinheiro do crime organizado e financiando campanha de candidatos a vereadores do PT e de deputados do PT em dinheiro vivo. E crime organizado leia-se PCC”, disse o publicitário no depoimento.

Na ocasião, segundo o relato, Ronan havia chantageado Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não havia sido eleito presidente.

Valério disse que o petista Celso Daniel, que comandava a prefeitura de Santo André (SP) e foi assassinado em 2002, havia montado um dossiê com os nomes de petistas que estavam recebendo financiamentos ilegais.

O dossiê não teria sido encontrado depois da morte de Celso Daniel.

Via CNN Brasil

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