A exatos 30 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para o dia 4 de outubro de 2026, o Brasil e o Pará entram na reta decisiva da campanha. No âmbito nacional, o pleito mobiliza um total de 157.826.587 eleitores cadastrados, dos quais 135.664.321 possuem voto obrigatório e 22.162.266 têm voto facultativo. Em termos de identificação eletrônica, o país registra 89,39% do eleitorado apto com biometria (141.078.956 pessoas), enquanto 10,61% (16.747.631) votam sem o sistema biométrico.
No Pará, o cenário político ganha relevância estratégica ampliada. O estado conta atualmente com 6.265.355 eleitores, o que representa um crescimento de 3% — ou 183.043 novos eleitores — em comparação a 2022, quando o cadastro contabilizava 6.082.312 pessoas. Com esse patamar, o Pará se consolida como o 9º maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo (34 milhões), Minas Gerais (16 milhões), Rio de Janeiro (12 milhões), Bahia (11 milhões), Paraná (8,6 milhões), Rio Grande do Sul (8,5 milhões), Pernambuco (7 milhões) e Ceará (6,9 milhões).
Perfil e distribuição do eleitorado paraense
Do total de eleitores paraenses, a grande maioria está submetida ao voto obrigatório, somando 5.496.091 pessoas, ao passo que 769.264 possuem voto facultativo. O estado apresenta alta adesão à tecnologia de identificação: 95,05% do eleitorado (5.955.078 eleitores) já cadastraram a biometria, e apenas 4,95% (310.277) não possuem o registro biométrico.
Geograficamente, a Região Metropolitana de Belém, composta por oito municípios, concentra 1.864.140 eleitores. A capital lidera isoladamente com 1.047.264 eleitores, seguida por Ananindeua (358.317), Castanhal (147.768), Barcarena (102.867), Marituba (90.976), Benevides (49.312), Santa Izabel do Pará (49.253) e Santa Bárbara do Pará (18.383). O interior do estado abriga a maior fatia do eleitorado paraense, reunindo 4.401.215 eleitores.
Em relação ao perfil demográfico e social:
- Gênero: O eleitorado feminino representa 51%, enquanto os homens somam 49%.
- Faixa etária: A faixa de 25 a 29 anos forma o maior grupo, com 699.903 eleitores (sendo 356.156 mulheres e 343.747 homens). No extremo oposto, o menor grupo é o de 100 anos ou mais, com 2.370 pessoas.
- Escolaridade: A maior parte dos eleitores do Pará possui o Ensino Médio completo, totalizando 26,44% (1.656.375).
- Estado civil: A maioria declara-se solteira (73%), seguida por casados (22%), divorciados (2%) e viúvos (2%).
- Raça e cor: A autodeclaração parda predomina com 76,59% (1,4 milhão), seguida por brancos (12,79% / 245.867), pretos (9,29% / 178.483), indígenas (0,89% / 17.069) e amarelos (0,44% / 8.465).
- Pessoas com deficiência: O estado registra 99.306 eleitores com deficiência.
Raio-X das Disputas Majoritárias
Disputa Presidencial
A corrida pela Presidência da República registra 13 chapas oficializadas, cujos registros devem ser acompanhados pelo portal DivulgaCandContas devido a possíveis análises judiciais pendentes:
- Lula (PT) – Vice: Geraldo Alckmin (PSB), pela coligação “Pronto Pra Mais” (PSB, PDT, FE Brasil e Federação PSOL REDE).
- Flávio Bolsonaro (PL) – Vice: Alfredo Gaspar (PL).
- Ronaldo Caiado (PSD) – Vice: Gilberto Kassab (PSD).
- Romeu Zema (Novo) – Vice: Eduardo Girão (Novo).
- Renan Santos (Missão) – Vice: Coronel Medina (Missão).
- Augusto Cury (Avante) – Vice: Júlio Delgado (Avante), pela coligação “Brasil dos Nossos Sonhos”.
- Pablo Marçal (PRTB) – Vice: Leonardo Avalanche (PRTB).
- Samara Martins (UP) – Vice: Raquel Brício (UP).
- Wilson Grassi (Democrata) – Vice: Suêd Haidar (Democrata).
- Rui Costa Pimenta (PCO) – Vice: Antônio Carlos (PCO).
- Edmilson Costa (PCB) – Vice: Cleusa Santos (PCB).
- Hertz Dias (PSTU) – Vice: Vanessa Portugal (PSTU).
- Clariana Barão (DC) – Vice: Fabiana Torquato (DC).
Disputa ao governo do Pará
No cenário estadual, a disputa pelo Palácio dos Barão do Guajará conta com seis candidaturas formalizadas, marcadas por articulações de coligações robustas e substituições de última hora em chapas:
Hana Ghassan (MDB) concorre ao lado do vice Dirceu Ten Caten (PT) pela coligação “O Pará Tá Junto”, que reúne uma ampla aliança formada por Republicanos, MDB, PSB, PSD, Avante, Federação PSDB Cidadania, Federação Brasil da Esperança e Federação União Progressista.
Dr. Daniel Santos (Podemos) tem como candidata a vice Ellayne Almeida (PL), integrando a coligação “O Pará é do Povo”, composta por Podemos, PL, DC, Novo e Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).
Gal Leite (UP) disputa o executivo estadual tendo Karen Suellen (UP) como candidata a vice.
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Well Macedo (PSTU) assumiu a cabeça de chapa ao governo após uma alteração ocorrida em agosto. O então candidato anterior, Cleber Rabelo, teve o registro inviabilizado por não ter transferido seu domicílio eleitoral no prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral; Rabelo passou a atuar como coordenador da campanha, enquanto o dirigente sindical e operário da construção civil Seu Alex foi lançado como o novo candidato a vice-governador.
Araceli Lemos (PSOL) compõe chapa pura ao lado de Fátima Santana (PSOL), representando a Federação PSOL REDE.
Ruth Reis (Democrata) concorre com Márcia Carvalho (Democrata) como vice. A candidatura de Ruth passou por alteração decorrente do indeferimento do nome de José Moita pelo Ministério Público Eleitoral, visto que Moita realizou a mudança de título fora do prazo legal após as convenções de agosto.
Disputa ao Senado do Pará
A corrida para o Senado Federal no estado conta com um total de 12 candidaturas registradas, refletindo diferentes forças e composições partidárias:
- Breno Guimarães (Mobiliza / Partido Mobilização Nacional)
- Celso Sabino (PDT)
- Chicão (UNIÃO / União Brasil), integrante da coligação “O Pará Tá Junto”
- Conti (PSOL), pela Federação PSOL REDE (PSOL/REDE)
- Coronel Jonildo (DC)
- Delegado Éder Mauro (PL)
- Edlaine Rodrigues (Democrata)
- Fernanda Lopes (UP)
- Gizelle Freitas (PSOL), pela Federação PSOL REDE (PSOL/REDE)
- Helder Barbalho (MDB), integrante da coligação “O Pará Tá Junto”
- Lívia Noronha (Solidariedade), pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade)
- Zequinha Marinho (PODE)
Paraense terá seis votos nas urnas. Como funciona a escolha para cada cargo?
Nas eleições de 2026, os eleitores do Pará terão seis escolhas nas urnas. A votação seguirá a seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Apesar de os cargos serem disputados no mesmo pleito, as regras para definir os vencedores variam de acordo com a função.
Presidente, governador e senador são eleitos pelo sistema majoritário. Já as vagas de deputado federal e deputado estadual são definidas pelo sistema proporcional, no qual os votos recebidos pelos candidatos também contribuem para o desempenho eleitoral dos partidos ou federações.
A forma como os votos são transformados em eleitos, porém, não é a mesma para todos os cargos.
Como funciona o sistema majoritário
O sistema majoritário será utilizado nas disputas para presidente, governador e senador.
No caso de presidente e governador, para vencer já no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Caso nenhum concorrente alcance essa maioria absoluta, os dois candidatos mais votados avançam para o segundo turno.
Votos brancos e nulos não entram no cálculo utilizado para determinar essa maioria.
Para o Senado, a regra é diferente. Embora também seja uma eleição majoritária, não é necessário alcançar mais de 50% dos votos e não existe segundo turno. São eleitos os candidatos que obtiverem as maiores votações.
No Pará, duas vagas estarão em disputa para o Senado em 2026. Dessa forma, os dois candidatos mais votados serão eleitos.
Eleição para deputados segue sistema proporcional
A escolha dos deputados federais e estaduais funciona de maneira diferente. Nesse modelo, a votação individual de cada candidato não é o único fator considerado para determinar quem ocupará uma cadeira.
Os votos recebidos por um candidato também contam para o partido ao qual ele pertence. Além disso, partidos podem se unir em federações partidárias. Nas eleições proporcionais, os votos das legendas que integram a federação são somados.
Com isso, pode acontecer de um candidato com uma votação individual alta não conseguir uma vaga, enquanto outro, menos votado, seja eleito em razão do desempenho de seu partido ou federação.
Como será a votação no Pará
De forma resumida, o eleitor paraense encontrará na urna a seguinte sequência:
- Deputado federal: sistema proporcional;
- Deputado estadual: sistema proporcional;
- Senador: sistema majoritário, com duas vagas;
- Governador: sistema majoritário, com possibilidade de segundo turno;
- Presidente da República: sistema majoritário, com possibilidade de segundo turno.
As informações são do O Liberal
