O argentino Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, é suspeito de matar a tiros o músico Jonathan Meléndez, de 38 anos, tecladista da banda Camilo Séptimo, a mulher do músico, grávida de quatro meses, a filha do casal, de 3 anos, e uma empregada doméstica, de 21 anos. Os crimes ocorreram dentro da casa das vítimas no México.
Ferlini, apontado como sócio do músico, foi detido na Cidade do México junto com Gerardo Cisneros Bejarano, de 52 anos, identificado como seu motorista. O cachorro da família também foi encontrado morto no local.
Segundo o secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, o suspeito “aproveitou essa relação de confiança para entrar na residência” e cometer os crimes. A prisão dos envolvidos ocorreu em menos de 12 horas, após a coordenação entre as autoridades.
Detalhes do crime brutal
Os policiais encontraram Jonathan e sua mulher, Ana Paula, de 35 anos, mortos na casa. Ambos estavam com as mãos amarradas e apresentavam ferimentos de arma de fogo na cabeça. O músico também tinha fita adesiva na boca.
A filha de 3 anos do casal foi encontrada morta ao lado da mãe, também com um tiro na cabeça. Em um dos quartos, a empregada doméstica, de 21 anos, foi localizada morta com um ferimento de arma de fogo nas costas. Ela estava sobre a cama com as mãos amarradas.
O cachorro da família foi encontrado morto com as patas amarradas, segundo o jornal mexicano El Universal. Um filho do casal, de 6 anos, foi encontrado vivo e sem ferimentos. As autoridades ainda investigam por que a criança não foi morta, que está sob os cuidados de parentes diretos.
Investigação e possíveis motivos
De acordo com o El Universal, Jonathan havia contado a um amigo que teria uma reunião com um sócio na terça-feira, 1º de setembro. O músico pediu que ele chamasse a polícia caso não tivesse notícias suas. Diante da falta de contato, o amigo procurou as autoridades.
Uma câmera do elevador do prédio registrou Ferlini no local às 17h24. Cerca de uma hora depois, Jonathan chegou à residência. As investigações apontam que uma possível motivação para os homicídios é o roubo.
O jornal espanhol El País informou que autoridades afirmaram que Ferlini e Jonathan eram sócios. Fontes próximas à investigação disseram ao periódico que os dois tinham casas em Valle de Bravo e alugavam os imóveis por meio do Airbnb.
Apesar disso, o jornal não encontrou no Registro Público de Comércio uma empresa em que os dois aparecessem como sócios. Fontes citaram a Nomad Property Management, um portal que oferece casas de luxo, como possível elo comercial entre eles. (As informações são do O Liberal)
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