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Mesmo com o advento do voto digital, que contribuiu com o óbito dos artifícios ilegais das eleições manuais, há milhares de processos que alegam fraude à urna eletrônica.

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Não existe fraudabilidade zero

A operação é possível, bastando modificar as rotinas de recebimento do voto, mas não é possível elaborar algo que tenha percentual defraudabilidade zero.

Todavia, para que a fraude se efetive, é necessária a convergência de fatores com dificuldades maiores do que as empreitadas antes perpetradas para “emprenhar” as urnas clássicas ou fazer o “mapismo” na apuração. Isso torna a urna eletrônica um considerável avanço.

Probabilidades de fraude são as mesmas do sistema bancário

Em 2011 os 37 milhões de correntistas brasileiros habilitados parainternet banking fizeram 12,8 bilhões de operações online. As fraudes representaram 0,01% desse total: valor desprezível que não autoriza afirmar que o internet banking não é seguro.

A probabilidade de fraudar o sistema das urnas eletrônicas deve chegar ao percentual detectado pelo sistema bancário, com uma singularidade: é necessária a cumplicidade de funcionários da Justiça Eleitoral, pois as urnas precisam receber os códigos através de inserção física.

Legislação deve ser aprimorada para auditagem obrigatória

Ainda, não é possível, como alguns afirmam, apagar da memória da urna a inserção de um código exógeno que se destrua no final da votação, pois, como em qualquer disco rígido, somente a formatação mecânica pode destruir pegadas que uma auditoria poderia encontrar.

Precisamos de uma legislação eleitoral que determine a auditagem aleatória das urnas após a eleição e a nulidade da votação na secção cuja urna apresentou comprovado vestígio de intrusão, o que é absolutamente possível de verificar.

Os partidos políticos precisam cobrar tal legislação, aposentar a figura clássica do fiscal escorado na porta da secção e se prepararem para as auditorias.

Os fatos contrariam as versões

Ao fim, contrariando afirmações de facilidades na fraude, o Tribunal Superior Eleitoral, em março de 2012, convidou uma equipe de mestres em Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB) para testar os recursos de segurança da urna eletrônica.

Após uma semana de tentativas, os mestres conseguiram arrancar a sequência de votação da urna e com isso, caso os mesários entregassem a lista dos eleitores na ordem em que votaram, poder-se-ia dizer quem votou em quem naquela secção: estaria desvelado o voto.

Os mestres não conseguiram, no entanto, inserir tipo algum de script que pudesse alterar a votação, o que reforça a alegação da segurança e faz com que a maior parte das alegações pós eleitorais a respeito sejam o fático exercício do Jus Sperniandi.

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