O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Dida Sampaio/AE)
 O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Dida Sampaio/AE)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Dida Sampaio/AE)

As declarações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como pré-candidato do PSB à presidência começam a assumir um padrão. Em aparições públicas, Campos tem elogiado a administração do ex-presidente Lula, numa estratégia de reverenciar o governo do petista e responsabilizar sua sucessora, Dilma Rousseff, por não dar continuidade ao que foi realizado pelo seu padrinho político.

“Não dá para ter mais quatro anos da Dilma [Rousseff], o Brasil não aguenta”, disse o pernambucano, no sábado, no município de Nazaré da Mata. Foi a primeira vez em que ele citou nominalmente a presidente, em meio aos constantes ataques tem feito ao governo federal. Depois, ampliou a carga durante encontro político promovido pelo PSB: “A presidenta não soube tocar o Brasil do jeito que precisava ser tocado”, afirmou. “Quem acha que sabe tudo não sabe de nada”, continuou, ao reiterar que o Brasil “parou de crescer como estava crescendo”.

Nesta segunda-feira, Campos mais uma vez atacou a petista em palestra na Associação Comercial de São Paulo. “O Brasil não pode admitir que se fuja do debate. A presidenta da República, nós todos respeitamos ela, mas ela não tem direito de fugir do debate, ela tem que vir para o debate.”

Apesar das críticas à gestão Dilma, Campos tem elogiado constantemente a administração do ex-presidente Lula. “O povo elegeu um retirante que saiu daqui (Pernambuco) tangido pela seca e pela fome e se transformou numa grande liderança sindical da área industrializada do Brasil, que chegou à Presidência da República depois de esgotado politicamente o modelo que estava em vigor, e teve a sabedoria, a inteligência, a capacidade de ouvir, a humildade de construir com diálogo um tempo de mudança no Brasil. Um tempo de mudança que fez o Brasil voltar a crescer como não crescia.”

O governador disse ainda que o país não pode assistir aos problemas serem “jogados para baixo do tapete” postergados para novembro, após as eleições presidenciais. “Nós estamos brincando com nosso futuro”, afirmou. “Há gente que não quer esse debate para melhorar o Brasil.”

 

 

(Com Estadão Conteúdo)

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