O acusado pelo irmão de ter participado da ocultação dos corpos dos três meninos desaparecidos, há aproximadamente sete meses, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no final de 2020, prestou depoimento à polícia, na última quinta-feira (29).

Ele admitiu aos agentes ter jogado sacos em um rio próximo à região a mando de um traficante, porém, alegou não saber o que havia dentro das sacolas. As informações são do portal Metrópoles.

As denúncias iniciaram quando o familiar do suspeito teria ido até o 39º BPM (Belford Roxo). No local, ele relatou que o parente estaria envolvido na no transporte dos corpos de Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12. Os cadáveres teriam sido jogados na localidade conhecida como Ponte de Ferro 38, no bairro Amapá.  

Em depoimento à polícia, na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), o suposto envolvido no caso, admitiu que as crianças teriam sido agredidas e, logo em seguida, mortas a mando de José Carlos dos Prazeres, conhecido como o “Piranha”, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na comunidade Castelar. 

Vale ressaltar, que “Piranha” foi um dos dez denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo crime de tortura, por causa do espancamento de um homem acusado injustamente de envolvimento no desaparecimento das crianças, em janeiro deste ano.

Ainda na denúncia, o homem admitiu ter sido o encarregado de levar sacolas e desfazê-las na ponte de um rio.  O delegado titular da especializada, Uriel Alcântara, solicitou a prisão do suspeito, mas a Justiça negou o pedido.  

De acordo com a DHBF,  as investigações devem continuar. Serão feitas buscas na área para procurar os corpos das crianças.  

Por O Liberal

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