Fraudes em licitações envolviam, principalmente, a compra de merenda escolar Foto: Divulgação

Três pessoas investigadas na operação Vissaium, deflagrada na quinta-feira (12), pela Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal (RF), continuam foragidas. Ao todo, foram expedidos pela Justiça Federal quatorze mandados de prisão (dez preventivas e quatro temporárias), mas apenas onze foram cumpridos, até a manhã desta sexta-feira (13).

Entre os alvos do mandado de prisão, estão empresários, ex-servidores e até um ex-prefeito, mas o nome e a participação de cada um deles no esquema de fraude em licitações responsável pelo desvio de R$ 39 milhões, nos anos de 2010 a 2017, não foram revelados, para não prejudicar a investigação.

Na quinta-feira também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, inclusive na casa e gabinete do vice-governador Lúcio Vale, no Palácio do Governo.

Conforme a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Receita Federal, as fraudes em licitações envolviam, principalmente, a compra de merenda escolar, movimentando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O esquema criminoso, segundo a política, alcançou os municípios de Viseu, Ipixuna do Pará, Mãe do Rio, Santa Maria do Pará, São Caetano de Odivelas, São Miguel do Guamá, Marituba, Ourém e Cachoeira do Piriá.

As investigações identificaram um núcleo político, que contava com a participação de um determinado partido de expressão nacional, mas que não teve o nome revelado, e alguns políticos desse partido tinham ingerência na negociação das fraudes; um grupo de servidores públicos, geralmente contando com servidores públicos municipais, como ex-secretários e pregoeiros, que ajudavam na operacionalização da fraude; um grupo de empresários, que eram as pessoas responsáveis por montar as empresas, realizar ou simular a venda das mercadorias; e também um grupo responsável pela lavagem de dinheiro, formado geralmente por pessoas físicas.

Segundo a investigação, doze empresas de fachada foram montadas para participar de vários certames licitatórios e as irregularidades começaram desde a criação dessas empresas, acertos dos preços, execução do contrato e até a simulação de entregas de mercadorias que foram pagas pela prefeitura, mas sem a entrega comprovada.

“Todo o material apreendido será analisado, tanto os documentos, quando a parte de mídia, computadores e celulares, para verificar mais elementos para a presente investigação, podendo ser instauradas nova investigação”, explica o delegado Bruno Benassuly, da Polícia Federal.

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Fonte: O Liberal.



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