A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) emitiu um alerta epidemiológico de raiva humana para os 13 Centros Regionais de Saúde do Pará. Até a última quarta-feira (16), do total de sete mortes com suspeita de raiva humana, apenas um caso foi confirmado pela Sespa. Há mais três pessoas internadas em Belém e outras quatro em Breves com os sintomas da doença.
De acordo com a Secretaria, o alerta foi disparado para todo o estado para que seja intensificada a identificação precoce da existência de agressões por morcegos hematófagos em humanos ou em animais no peridomicílio (área externa da moradia) com vistas à adoção, em tempo hábil, das medidas de controle pertinentes, tais como controle de quirópteros (morcegos), profilaxia da raiva humana e bloqueio animal.
Para Fernando Esteves, coordenador de zoonoses da Sespa, a medida é importante para informar sobre a situação da raiva no Brasil e no Estado do Pará para os profissionais da atenção básica, da vigilância epidemiológica, da assistência, da agricultura, ou pessoas da comunidade, sobre a importância de notificar, imediatamente, essas agressões aos serviços de saúde, evitando a ocorrência de raiva humana.
“Dessa forma, para se evitar casos de raiva humana, como os que estão ocorrendo no município de Melgaço, é fundamental que a pessoa, vítima de mordedura ou arranhadura de animais, sejam eles de estimação (cães ou gatos) ou silvestres (macacos, quatis, morcegos, entre outros), procure, imediatamente, o serviço de saúde mais próximo de sua casa para receber orientações e iniciar a profilaxia da raiva humana com vacina ou soro antirrábicos conforme o caso”, orientou o coordenador estadual.
Para o caso de Melgaço, a Sespa, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e o Ministério da Saúde realizam um trabalho conjunto de investigação e prevenção da raiva humana no município, com a concentração das ações na localidade de Rio Laguna, a cerca de 70 quilômetros de Melgaço, com cerca de mil habitantes.
