foto: divulgação

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (4), 30 mandados de busca e apreensão contra desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) e servidores do Governo do Pará para investigar a contratação de profissionais por meio de indicações. Até o momento desta publicação, nem o Tribunal de Justiça do Pará, nem o Governo do estado haviam se posicionado.

De acordo com a PF, a investigação teve início a partir da análise de um dos celulares apreendidos em 2020, na Operação “Para Bellum“, que estava com o ex-Chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes. Foram identificadas mensagens que, segundo a Polícia Federal, mostraram “desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, valendo-se de seus cargos, patrocinaram, em tese, direta e indiretamente, interesses privados perante a Administração Pública, ao indicar “apadrinhados” (parentes e amigos) para cargos em comissão em diversos órgãos do Poder Executivo do Estado do Pará”.

Ainda segundo a PF, foram encontrados indícios, no mesmo celular, de que Parsifal Pontes, em conjunto juntamente com membros da cúpula do Governo “praticaram atos de ofício contra disposição expressa de lei para satisfazer interesses pessoais, nomeando e/ou mantendo “apadrinhados” indicados por Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará para cargos em comissão no Poder Executivo do Estado do Pará”.

PF do Pará realiza busca e apreensão contra desembargadores do TJPA. — Foto: Reprodução / Ascom PF

Servidores de órgãos do Poder Executivo estadual também foram alvo da Operação Q.I. – Quem Indica – que recebeu esse nome em alusão à sigla informal “Quem Indica” ,usada popularmente em referência às indicações de trabalho baseadas nas relações interpessoais e de amizade, não levando em consideração as habilidades e conhecimentos formais dos candidatos há uma vaga de trabalho.

A Polícia Federal informou que segue investigando os fatos.

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