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O mês de outubro deve ser marcado por calor acima da média e chuvas abaixo do normal no Pará, segundo a previsão climática divulgada pela Climatempo. O cenário está relacionado principalmente à influência do El Niño, que deve ganhar força ao longo da primavera de 2026.

A previsão indica que praticamente toda a Região Norte terá volume de chuva dentro ou abaixo da média histórica para outubro. No Pará, a tendência é de déficit de precipitação, assim como no Amazonas e em Roraima.

Apesar da chuva irregular, o mês não será completamente seco. Pancadas devem ocorrer em diferentes áreas do estado, mas com menor frequência que o esperado para esta época.

A temperatura também deve ficar acima da média em grande parte da Região Norte, incluindo o Pará. Nas capitais, a tendência também é de temperaturas superiores ao padrão climatológico, com exceção de Rio Branco, no Acre.

O risco de onda de calor aumenta principalmente na segunda quinzena de outubro, quando a influência do El Niño deve ficar mais evidente.

Como deve ficar o tempo no Pará

A previsão aponta que o Pará estará entre os estados da Região Norte com maior tendência de chuvas abaixo da média durante outubro.

As pancadas devem ocorrer de forma irregular, alternando períodos de tempo mais seco e quente. Mesmo com o acumulado mensal abaixo da média, episódios de chuva forte podem ocorrer, acompanhados de raios, rajadas de vento e instabilidade.

O calor deve aumentar principalmente na segunda metade do mês. A combinação entre temperaturas elevadas e períodos de pouca chuva pode favorecer dias de forte calor.

El Niño influencia o clima brasileiro

O El Niño será um dos principais fatores responsáveis pelo comportamento do tempo no Brasil durante outubro.

O fenômeno, considerado muito forte em 2026, tende a alterar a distribuição das chuvas e aumentar as temperaturas em diferentes áreas do país. Os efeitos devem ficar mais perceptíveis durante o avanço da primavera.

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Além do El Niño, as condições dos oceanos também influenciam o clima. As águas do Atlântico próximas às costas norte e leste do Brasil estão ligeiramente mais quentes que o normal. A exceção é a região costeira do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas estão abaixo da média.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Enquanto o Pará e boa parte da Região Norte devem registrar chuva abaixo da média, o cenário será diferente em outras áreas.

No Sul, a previsão aponta para chuvas frequentes durante outubro, com possibilidade de precipitação volumosa e tempestades nos três estados. Paraná e Santa Catarina devem concentrar os maiores excedentes.

Também há risco de temporais severos, com ventos superiores a 90 km/h, granizo e possibilidade de tornados.

No Sudeste, a tendência é de chuva um pouco acima ou acima da média em praticamente toda a região. Os maiores volumes devem ocorrer em áreas de São Paulo e no Sul de Minas Gerais.

As chuvas devem ser mais frequentes principalmente na primeira e na última semana do mês, com previsão de precipitação acima do normal nas capitais.

No Centro-Oeste, também são esperadas chuvas acima da média em boa parte de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, além de áreas de Mato Grosso.

Apesar das chuvas, o calor continuará intenso. Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul podem registrar vários dias com temperaturas próximas ou superiores a 40°C, principalmente na segunda metade do mês.

Nordeste terá calor e pouca chuva

O Nordeste deve continuar com um cenário predominantemente quente e seco.

A previsão aponta para volumes de chuva dentro ou abaixo da média na maior parte da região, incluindo as capitais.

Uma das exceções será o sudoeste da Bahia, onde pode chover acima do normal. O oeste e o sul do estado, além do sul do Maranhão e do Piauí, devem ter condições mais favoráveis para pancadas na segunda metade do mês.

As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o Nordeste, com possibilidade de períodos de calor intenso e onda de calor na segunda quinzena.

Região Norte terá chuva irregular

Além do Pará, os demais estados da Região Norte também devem enfrentar precipitação abaixo ou próxima da média.

As maiores deficiências de chuva são esperadas no Pará, Amazonas e Roraima. No sul do Tocantins, por outro lado, pode chover acima do normal.

Acre, oeste e sul do Amazonas e Rondônia devem apresentar períodos de chuva mais frequente nas primeiras semanas de outubro.

Mesmo com a irregularidade, há possibilidade de temporais em áreas do Amazonas, Acre, Rondônia, sul e leste do Pará e Tocantins.

Sul terá chuva frequente e risco de tempestades

A Região Sul deve ser uma das áreas com maior volume de chuva durante outubro.

Paraná e Santa Catarina devem registrar precipitações acima da média, enquanto o Rio Grande do Sul terá episódios de chuva, embora com períodos mais secos no início do mês.

As temperaturas devem ficar próximas ou ligeiramente abaixo da média em boa parte da região, devido à maior presença de nebulosidade, chuva e massas de ar frio.

O risco de temporais será elevado nos três estados, com possibilidade de chuva intensa, granizo, ventos fortes e tornados.

Frentes frias devem avançar pelo país

Outubro começa com a passagem de sistemas de frente fria pelo Brasil.

Uma frente fria formada entre o Sul do país e o Paraguai no fim de setembro deve avançar pelo Sudeste e Centro-Oeste entre os dias 1º e 3 de outubro.

Outro sistema deve se formar entre o Paraguai e o Sul do Brasil em 4 de outubro, avançando para Mato Grosso do Sul e São Paulo. O sistema também poderá influenciar o Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais até 6 de outubro.

Na primeira quinzena, um período de Oscilação Antártica negativa deve favorecer a formação de ciclones extratropicais e a passagem de novas frentes frias entre o Sul do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

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