Foto: Ronaldo Modesto

Josivane Dias Lopes, de 29 anos, está foragido desde a noite deste domingo (23) após ter matado o cunhado, Rafael Alves Dias, com dois tiros de espingarda. Anaeli Alves da Silva, companheira de Josivane e irmã de Rafael, presenciou o crime e acredita que ela seria o alvo dos disparos, mas acabou salva pelo irmão.

O caso ocorreu na Vila Palmares II, em Parauapebas, bairro onde Josivane possui uma oficina e Rafael residia. A mulher conta que os homens estavam bebendo mais cedo em um bar e alguém contou para Rafael que Josivane havia desferido um tapa no rosto de Anaeli há cerca de três semanas. A partir disso, ambos começaram a se desentender.

Foto: Ronaldo Modesto

“Não sei se foi por causa do tapa que falaram pra ele (Rafael) que ele (Josivane) tinha metido na minha cara. Meu marido deu um tapa no meu rosto, já faz dias. A minha sobrinha de 10 anos diz que ele mirou no meu irmão, mas eu tô sentindo que era pra mim. Ele (Rafael) caiu por cima de mim, nos meus pés. Ele (Josivane) ia atirar era em mim, mas meu irmão entrou no meio”, relatou a mulher ao Correio de Carajás.

O crime aconteceu por volta das 23 horas. Conforme Anaeli, ela percebeu os dois se desentendendo ainda no bar. Em determinado momento, Josivane disse para a mulher esperá-lo no local que ele logo retornaria. Ela acredita que talvez Rafael tivesse sido ameaçado por Josivane porque começou a insistir para a irmã ir com ele para casa.

Ela decidiu acompanhar o irmão quando os dois se aproximaram da casa viram Josivane no local. Anaeli questionou o que ele estava fazendo lá, já que havia ordenado que ela o esperasse no bar. Os dois tiveram uma discussão e ela subiu na moto para ir para casa deles, no Bairro Vila Nova, mas quando chegou na esquina foi ameaçada pelo homem.

“Ele disse pra eu descer da moto se não me matava. Ainda disse pra ele ‘moço, larga de frescura’. Desci e corri pro rumo de casa, quando cheguei aqui meu irmão tava arrumando a boroca.  Perguntei onde ele ia e ele disse que ia embora pro rumo do Peba. Ele não me disse se meu marido tinha ameaçado ele ou não”, conta.

Poucos minutos depois, segundo Anaeli, o marido retornou com a espingarda nas mãos, entrou na casa e atirou, atingindo Rafael. “Ele deve ter ficado com raiva porque achava que eu tinha fuxicado do tapa, ele não tinha espingarda e nem nada, apareceu do nada”, finalizou a testemunha. A vítima morreu ainda no local, enquanto Josivane fugiu.

A Polícia Civil realizou diligências na casa da mãe dele, na oficina localizada na Palmares II e também na casa do casal, no Bairro Vila Nova, mas ele não foi encontrado. O caso foi registrado durante plantão do delegado Gabriel Henrique Alves Costa, que informou haver a qualificação do acusado e testemunhas do caso, portanto será solicitada em breve a prisão preventiva do homem.

Fonte: Correio de Carajás

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