O assunto circulou no whatsapp de pais, responsáveis e professores e se transformou em uma grande preocupação nas escolas. O “desafio da rasteira”, também conhecido como “quebra-crânio”, é, na verdade, uma agressão que pode levar as vítimas a lesões severas e até a morte. 

Diante da situação, escolas, secretarias de educação e órgãos como a Polícia Civil do Estado do Pará têm alertado a comunidade sobre os riscos decorrentes do “desafio da rasteira”. 

Crédito: Reprodução

A escola estadual Leão Irineu Haussler Delgado, localizada em Benevides, na Região Metropolitana de Belém, iniciou uma campanha contra a “brincadeira”. “Amigo de verdade não derruba, mas ajuda a levantar” é o mote da campanha.

Já o Colégio Marista, de Belém, divulgou na última quinta-feira (13), um vídeo em suas redes sociais onde conscientiza “pra que fazer isso com seus amigos? Mais cuidado, mais amor, mais respeito e compaixão com os amigos”.

A Polícia Civil, por meio de sua conta no facebook, recomenda “que atos dessa natureza sejam coibidos pois, se oferece risco à vida, à saúde ou à integridade física, deixa de ser brincadeira e pode virar um caso de Polícia”.

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Repercussão

O caso de uma estudante nordestina que morreu após ser vítima da rasteira aumentou o receio de pais e mestres. Emanuela Medeiros, 16, bateu a cabeça no chão, na Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró (RN). Ela sofreu traumatismo craniano, foi socorrida pela direção do colégio e levada ao Hospital Regional Tarcísio Maia, mas acabou morrendo.

Práticas como o “desafio da rasteira”, alertam especialistas, ressurgem a cada ano e ganham adeptos entre crianças e adolescentes, na mesma medida que preocupam pais e educadores. 

Exemplo disso foi o jogo “Baleia Azul”, que levava ao suicídio, assim como o da “Boneca Momo”. Outro exemplo foi o “Bird Box”, onde os jogadores eram estimulados a vendar os olhos para fazerem tarefas cotidianas.

O vídeo foi retirado do ar e o youtuber responsável por criar a “brincadeira” se desculpou afirmando estar arrependido de ter postado o vídeo, após efeito negativo.

*Com informações do Correio Braziliense

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