O mês de junho terminou com uma boa notícia para a população paraense: o Estado está há mais de cinco dias registrando taxa de retransmissão do novo coronavírus inferior a 1. Ao todo, seis estados estão com taxa inferior nesse patamar: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão e Pará, com 0,95. Os números fazem parte de dados analisados pelo projeto Covid-19 Analytics, uma parceria desenvolvida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o cálculo, os pesquisadores consideram o Rt, que mede a taxa de retransmissão do vírus. Quando ela está abaixo de 1, significa que a média de pessoas contaminadas por um infectado está abaixo de uma, o que indica uma redução no ritmo da epidemia. Por outro lado, seis estados tiveram alta de taxa entre 31 de maio e 30 de junho: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A maior taxa do país, segundo o cálculo, é 1,92 em Roraima.

O menor índice do Brasil, de 0,8, foi registrado no Maranhão, que foi o primeiro Estado no país a determinar a medida mais radical da crise da pandemia, o chamado lockdown, quando se determina o fechamento de tudo e o isolamento total da população, com o funcionamento apenas dos serviços básicos.

O Maranhão determinou o bloqueio no início de maio e registra taxa inferior a um há 20 dias. Amazonas e Acre também estão com taxas abaixo de 1 há mais de 20 dias —28 e 25 dias, respectivamente—, mas os índices são maiores que o do Maranhão: 0,95 (AM) e 0,96 (AC).

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O Governo do Pará também determinou lockdown durante o mês de maio em Belém e em outras 10 cidades do Pará: Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Castanhal, Santo Antônio do Tauá, Vigia de Nazaré e Breves. “Alguns estados podem dizer que o pior já passou e apresentam taxas de contaminação consistentemente abaixo de um e uma queda forte no número de mortes por dia. São seis estados que apresentam taxa de contaminação abaixo de um, mas o destaque maior vai para esses quatro”, revela Gabriel Vasconcelos, um dos responsáveis pelo Núcleo de Análise Estatística de Dados da PUC-Rio, sobre aquelas unidades administrativas, como o Pará, que mantém redução na taxa de contaminação.

Já os estados que apresentaram alta no Rt e entram em julho em uma situação pior ou com números ainda altos e preocupantes merecem mais atenção, segundo lembrou o pesquisador. Isso ocorre especialmente no Sul e no Centro-Oeste, com destaque para Minas Gerais. “Em Minas observamos uma taxa de contaminação de 1,6 e estimamos um aumento de 80% no número de casos acumulados para os próximos 14 dias”, revela Vasconcelos. No Mato Grosso, de acordo com o pesquisador, a taxa de contaminação está em 1,5 e a projeção é que o número total de casos pode dobrar em 14 dias, segundo projeções dos dados do projeto Covid-19 Analytics.

Por: Diário Online

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