Municípios do Pará relataram falta de vacina BCG (foto: reprodução)

Relatos de diferentes municípios paraenses apontam dificuldades no abastecimento e na oferta da vacina BCG em 2026.

Em Tailândia, a Secretaria Municipal de Saúde relatou ao Portal Tailândia que a rede municipal ficou sem doses devido a falta de repasse da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), especificamente da 6ª Regional. Segundo a secretaria municipal, a Prefeitura vinha cobrando o envio das vacinas.

Até a conclusão desta matéria, a Sespa não havia se manifestado publicamente sobre a situação específica de Tailândia ou dos demais municípios.

Em Parauapebas, a prefeitura informou que suspendeu temporariamente a vacinação em 1º de junho por indisponibilidade de doses fornecidas pela 11ª Regional de Saúde. Em 10 de junho, comunicou que a aplicação havia sido retomada em unidades de saúde.

Em Santarém, a Secretaria Municipal de Saúde informou, em abril deste ano, que havia recebido poucas doses de BCG naquele mês. Para organizar a oferta, a prefeitura adotou um calendário escalonado entre as unidades básicas, sem disponibilizar o imunizante simultaneamente em todas elas.

Outros municípios também relataram problemas na distribuição de vacinas, embora nem todos os comunicados identifiquem a BCG como uma das doses afetadas. Em setembro, a Prefeitura de Juruti informou que o abastecimento de algumas vacinas de rotina estava comprometido após um incêndio na Rede de Frio Central, em Belém.

Em Itaituba, o diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Luiz dos Santos, relacionou a falta de algumas vacinas a perdas causadas devido a um incêndio em uma central de distribuição em Belém, em setembro. Em reportagem publicada em 23 de outubro, pelo Giro Portal, ele afirmou que uma remessa recente incluía BCG e previu a normalização do abastecimento para 29 de outubro. A reportagem não confirma se a previsão se concretizou.

Pelo fluxo do Programa Nacional de Imunizações, o Ministério da Saúde distribui as vacinas aos estados, que fazem o repasse aos municípios; as prefeituras aplicam as doses nas unidades de saúde. Os episódios relatados apontam dificuldades em diferentes localidades do estado.

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