Foto: Shirley Penaforte / Arquivo O Liberal

Somente no primeiro semestre de 2019, mais de 17 mil casos de malária foram registrados no Pará, a maioria nas regiões do Baixo Tocantins, Marajó II e Tapajós. Visando a melhoria das ações de controle da doença no estado, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realiza na terça-feira, 27, na quarta, 28, a 10ª Avaliação do Programa de Controle da Malária no Estado do Pará, no Hotel Beira Rio, em Belém.

Segundo o coordenador estadual de Controle da Malária, Cláudio Cardoso, a finalidade é avaliar e medir as ações realizadas pelos municípios prioritários, e pactuar algumas ações conjuntas para aqueles que têm dificuldades em realizá-las, além de “mostrar o que deu certo em alguns municípios, o que não funcionou em outros, e divulgar o Plano de Eliminação da Malária nas Américas, instituído pelo Ministério da Saúde”.

Ele informou que o número de casos da doença no estado apresentou, até agora, uma redução de 37% em relação ao mesmo período do ano passado. Para Cardoso, “o cenário atual significa um avanço importante, haja vista que tivemos dois anos consecutivos de aumento de casos de malária, sendo que no final do ano passado conseguimos conter o avanço e, este ano, continuamos em queda”.

O coordenador lembrou ainda que, no período de 2011 a 2015, o Pará alcançou um excelente resultado, reduzindo o número de casos de malária em 93%, passando de 136.467 casos, em 2010, para 9.584, em 2015.

“Essa mudança no cenário epidemiológico da malária no Pará deveu-se à atuação do governo do Estado na execução das ações de controle nos municípios com maior incidência de casos, tanto disponibilizando recursos humanos como doando ou cedendo materiais, insumos químicos para laboratórios, combustíveis, inseticidas, equipamentos e transportes, para serem usados nas ações de controle da doença”, explicou o coordenador.

A estratégia de controle teve importância na prevenção e no controle vetorial, principalmente por meio da distribuição e instalação de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração (MILD), nas localidades com maior ocorrência de transmissão da malária, destacou o especialista. Assim, em parceria com os municípios, o Pará conseguiu conter o ritmo de transmissão da malária.

Fonte: O Liberal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *