PMs participavam dos crimes fornecendo informações privilegiadas (Fotos: Polícia Civil)
PMs participavam dos crimes fornecendo informações privilegiadas (Fotos: Polícia Civil)
PMs participavam dos crimes fornecendo informações privilegiadas (Fotos: Polícia Civil)

A Polícia Civil apresentou ontem oficialmente os integrantes de quadrilha especializada em assaltos a bancos e tráfico de drogas. Somente neste ano, essa quadrilha movimentou cerca de R$ 4 milhões. Ao todo, 13 pessoas foram presas, um morreu durante uma troca de tiros com a polícia e um soldado da Polícia Militar está foragido. As investigações, comandadas pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), relevaram que quatro PMs participaram efetivamente das ações delituosas, ao fornecer informações privilegiadas e até impedir que os demais integrantes do bando fossem presos durante os assaltos.

As investigações foram realizadas por cinco meses. A meta da DRCO, por meio da DRRB (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos), era conhecer os detalhes sobre a dinâmica do banco, que além de cometer os assaltos, também atuava em diferentes ramos no crime: como tráfico de drogas, assalto a empresários e lavagem de dinheiro. A Operação chamada de “Maçarico”, foi batizada dessa forma porque a especialidade da quadrilha era conseguir arrombar caixas eletrônicos por meio dessa ferramenta.

A identificação dos primeiros dois suspeitos ocorreu no mês de janeiro, quando uma agência bancária do Banco do Brasil de Salinópolis foi arrombada durante a madrugada. Na ocasião, um milhão e seiscentos mil reais foram levados pelos criminosos. Depois de cometer o assalto, as imagens do circuito interno de segurança foi retirada pelos bandidos e posteriormente, descartada em uma área de mata. Mas o DVD com a imagem das ações do bando foi encontrado por uma criança. Essa foi a primeira pista sobre o modo de atuação do bando.

“Eles são uma associação criminosa muito bem organizada, ligada ao PCC (parte do dinheiro adquirido nos roubos era transferido para a sede do PCC em São Paulo). Todos os integrantes são pessoas experientes no crime e de conhecimento estratégico para executar as ações. Alguns deles, inclusive, tem uma extensa ficha criminal”, explica o delegado André Costa, titular da DRCO.

A prisão dos integrantes da quadrilha foi efetuada na madrugada da última sexta-feira, 5. Segundo o delegado Evandro Araújo, depois do dia 13 de janeiro, quando assaltaram a agência de Salinópolis, o bando se envolveu em outros três assaltos: à agencia do BB de Mãe do Rio, no supermercado Líder de Castanhal, em que uma caixa eletrônico foi arrombado com o maçarico, e no assalto a um empresário em Belém. Fora essas ações, os integrantes também agiam de forma individualizada, aplicando o dinheiro roubado com tráfico de drogas, para aumentar os rendimentos.

Um empresário, identificado como José de Souza Sampaio Filho, de apelido “Fofão”, preso em Belém, seria o responsável pela lavagem de dinheiro. As investigações sobre o caso não terminam com as prisões. A partir de agora a polícia vai tentar descobrir o destino do dinheiro roubado.

 

Via O liberal

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