Crédito: Reprodução/Pixabay

O ministro de Saúde Pública da Bélgica, Frank Vandenbroucke, anunciou nesta sexta-feira, 26, a detecção de um caso da variante B.1.1.529 do novo coronavírus, embora tenha lançado apelo para que não haja pânico entre a população.

A pessoa infectada é uma mulher adulta jovem que não se vacinou contra a Covid-19 e apresentou sintomas 11 dias depois de viajar para o Egito, vinda da Turquia, segundo divulgou o Laboratório Nacional de Referência do país europeu, que investiga o caso.

A paciente, segundo o órgão, não teve contatos considerados de alto risco fora de casa e nenhum de seus familiares apresentou sintomas até o momento.

Em entrevista coletiva, concedida com Vandenbroucke, o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, disse que estão sendo estudadas medidas restritivas quanto à chegada de voos provenientes da África.

“Estamos ativando um protocolo sobre o tema”, afirmou o chefe de governo, em rápida declaração.

A priori, será adotada uma quarentena obrigatória de dez dias para quem reside na Bélgica e para quem chega daquela região, além da proibição da entrada para não habitantes do país europeu, sem especificação exata de que origens vão ficar afetadas.

A identificação da B.1.1.529 foi anunciada ontem na África do Sul, a partir de análises realizadas em meados deste mês. Ela é caracterizada por mais de 30 mutações, conforme explicou o brasileiro Tulio de Oliveira, diretor da Plataforma de Inovação em Pesquisa e Sequenciamento de KwaZulu-Natal (KRISP).

Até agora, tinham sido confirmados casos da nova variante na própria África do Sul, na vizinha Botsuana e em Hong Kong, de um passageiro que vinha do território sul-africano, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do país em que foi feita a descoberta.

Por: Pleno News

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