Os três juízes federais da oitava turma do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) absolveram, por unanimidade, o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que havia sido condenado pelo ex-juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro e associação criminosa, no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão aconteceu esta quarta-feira (26).
Os juízes consideraram que Moro condenou o tesoureiro mesmo sem haver provas suficientes para isso. Ferreira chegou a ficar preso por quase sete meses, entre junho de 2016 e fevereiro de 2017.
Além de Ferreira, o então presidente da empreiteira Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco, também condenado por Moro, foi inocentado por falta de provas. O empresário havia sido condenado a 12 anos de prisão, e o petista, a 9 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.
Os dois haviam sido detidos durante a investigação de supostas irregularidades na reforma do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras.
Também nesta quarta-feira, o TRF-4 considerou extinta nessa investigação a punibilidade de Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, sobre o crime de corrupção passiva.
Esta é a segunda sentença de Moro derrubada nesta semana. Na terça-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sentença do ex-juiz que havia condenado o doleiro Paulo Roberto Krug em um processo do escândalo do antigo Banco do Estado do Paraná (Banestado). O colegiado entendeu que houve quebra de imparcialidade.
Por Dol
