Pereira teria envolvimento nos atentados cometidos por líderes do tráfico em 2006, com vários ônibus incendiados na cidade.

pastor marcos pereira

Foto: reprodução

O pastor evangélico Marcos Pereira, líder e fundador da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), foi preso na noite desta terça-feira no Rio de Janeiro, pela acusação de estupro.

Os Agentes da Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) detiveram o pastor às 22h15 na Rodovia Presidente Dutra.

Vídeo mostra o momento da prisão de Marcos Pereira

Contra o religioso havia dois mandados de prisão preventiva com base em acusações de estupro no ano de 2012. Marcos Pereira, que comanda igrejas no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense, foi levado para a sede da delegacia, no Andaraí, na Zona Norte.

O pastor ainda é investigado por mais quatro denúncias de abusos sexuais. O pastor ficou famoso por intermediar rebeliões em presídios e por converter, supostamente, traficantes para a igreja. Pereira também teve destaque no noticiário ao negociar a libertação de virtuais vítimas, que seriam assassinadas em tribunais do tráfico.

No total, foram seis investigações, todos referentes a casos de estupro. Os mandados de prisão preventiva que resultaram na detenção desta noite são referentes a dois desses casos. Os juízes que decretaram a prisão foram Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca.

Por meio de seus interlocutores e advogados, Marcos Pereira solicitou que seguidores de sua corrente evangélica se dirigissem à sede da delegacia para protestar contra a prisão, que ele considera abusiva.

O pastor chegou a trabalhar em parceria com a ONG AfroReggae, na recuperação de jovens envolvidos com o tráfico de drogas e traficantes que cumpriram penas. A parceria acabou depois de troca de acusações entre o pastor e e o líder do AfroReggae, José Júnior.

Segundo Júnior, Pereira teria envolvimento nos atentados cometidos por líderes do tráfico em 2006, com vários ônibus incendiados na cidade. Na ocasião, em 2012, José Júnior disse ainda que, se fosse morto, o culpado seria o pastor.

Um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 40 anos, conta que o líder religioso chegava a cobrar R$ 20 mil dos traficantes para pregar nas favelas.

No início de 2013, o SBT reprisou uma matéria de 2012, na qual o jornalista Roberto Cabrini resolveu seguir os passos do pastor Marcos Pereira,  em comunidades dominadas pelo tráfico.

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