Dentre os requisitos para sair da lista de embargo do MMA estão ter até 47 quilômetros quadrados de desmatamento durante o ano

O combate ao desmatamento em Ulianópolis, que inclui operações da Polícia Civil para apreensão de madeira ilegal, resultou na mudança da condição

Com a saída do município de Ulianópolis, localizado na região do Rio Capim, da lista de embargo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), divulgada na quinta-feira, 27, o Pará se tornou o Estado com mais municípios fora da lista dos maiores desmatadores no País. A novidade foi divulgada durante entrega da habilitação da gestão ambiental concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) ao município de Dom Eliseu, pela representante do MMA, Nazaré Soares, que acompanhava o coordenador de Ordenamento Ambiental da Sema, Yvens Cordeiro, e o secretário especial do Programa Municípios Verdes, Justiniano Netto durante o evento.

Ulianópolis é a terceira cidade paraense a obter a regularização, depois de Paragominas e Santana do Araguaia. Este trabalho, com duração de dois anos, financiado pelo governo norueguês em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e MMA, tem o objetivo de fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o diagnóstico dos municípios de Ulianópolis e Dom Eliseu, no Pará, segundo informa Yvens Cordeiro, da Sema.

“Demos todo apoio ao município no que se refere ao Cadastro Ambiental Rural, desde a orientação aos agricultores até ao treinamento de técnicos para a execução do CAR. O sentimento que temos é o de dever cumprido das metas que estabelecemos juntos. Tudo foi realizado dentro do planejamento e esperamos que o município não pare o trabalho por aqui. Foi alcançado o mínimo de 80% do CAR para sair da lista, mas vamos incentivá-los e dar suporte para que eles alcancem os 100%”, garante Cordeiro. Os próximos municípios paraenses a saírem da lista são Dom Eliseu e São Félix do Xingu.

Dentre os requisitos para sair da lista de embargo do MMA estão ter até 47 quilômetros quadrados de desmatamento durante o ano, conforme divulgação feita pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes)/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e ter 80% do CAR efetivado no município.

 

Agência Pará

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.