
São várias espécies, entre elas algumas consideradas de alto valor comercial como a maçaranduba e a copaíba. As multas aplicadas ultrapassam R$ 1,5 milhão. A frente de trabalho que tem na mira as carvoarias já destruiu 98 fornos e apreendeu 765 metros de carvão e 12 motosserras.
A cada infração administrativa constatada pelo Ibama, a Polícia Federal dá início ao processo de investigação dos crimes ambientais. Além de dar segurança aos fiscais do Ibama, a PF colhe depoimentos e recebe denúncias. Também realiza incursões no município a fim de coibir a ação de criminosos e garantir a ordem e o cumprimento da lei. Ontem foram recolhidas sete motocicletas e três máquinas caça-níqueis.
Em duas serrarias de médio porte, metade da madeira encontrada nos pátios não tinha origem legal. A terceira serraria era clandestina. Funcionava no local de uma empresa desativada, mas não apresentou documentação aos fiscais. Apesar disso, estava em pleno funcionamento.
Os fiscais apreenderam todo o maquinário e um trator. Nas três serrarias, as máquinas foram lacradas e as atividades paralisadas.

Um sobrevôo realizado ontem sobre os municípios de Tailândia e Moju (limítrofe) até a Terra Indígena Anambé localizou 194 fornos de produção de carvão vegetal e dez pontos de desmatamento. Na área da terra indígena não foram constatados ilícitos ambientais.
Agora as vistorias serão realizadas por terra. Segundo o coordenador das equipes do Ibama, Bruno Versiani, foram constatadas outras irregularidades. Uma empresa foi flagrada escondendo toras com pó de serraria. Outra apresentava um grande número de toras de maçaranduba com diâmetro abaixo do permitido.
“Vamos investigar se o plano de manejo descumpriu as condicionantes da autorização de exploração”, diz Versiani. Ele revela que em uma das serrarias fiscalizadas há muitos trabalhadores sem carteira assinada.
A equipe do Ibama foi reforçada e agora conta com 30 fiscais, além dos dez da Secretaria do Meio Ambiente do Pará. A meta é vistoriar duas serrarias por dia das 69 madeireiras que estariam ativas na cidade de Tailândia, além das não cadastradas e das carvoarias.
A Operação Arco de Fogo mobiliza mais de 300 agentes públicos, além de 200 policiais militares do Governo do Pará. Eles utilizam dois helicópteros e 55 veículos para combater o transporte, armazenamento e comercialização de madeira e carvão vegetal ilegais, além de outras irregularidades.
Por, IBAMA Ascom Sede
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