Realizar a manutenção preventiva do veículo é uma medida necessária para evitar incêndios. Esse tipo de ocorrência está costumeiramente relacionada a problemas nas áreas de mecânica e elétrica dos veículos. Em Belém, um carro foi consumido pelas chamas na manhã de sexta-feira (18), no bairro de Batista Campos, em Belém. Ninguém se feriu, já que os ocupantes do veículo, utilizado em corridas de aplicativo, saíram imediatamente ao perceberem o início do fogo.

Eventos semelhantes, envolvendo carros particulares, foram registrados nos dias 3 e 5 deste mês, com um caso em Belém e outro em Ananindeua, respectivamente. E nos meses de junho, julho e agosto também houve o registro de incêndios em veículos na capital paraense. Ou seja, as ocorrências têm sido cada vez mais frequentes.

Luiz Fernando Souza, gerente de administração e varejo do grupo RR, explicou que quase a totalidade de incêndios não acidentais começam dentro do capô do carro, que abriga o motor e uma infinidade de cabos elétricos e mangueiras de borracha que transportam líquidos inflamáveis, como o combustível e fluídos a exemplo do óleo. A falta de uma manutenção adequada para corrigir os problemas pode transformar o carro em uma “bomba relógio”.

“O incêndio pode ocorrer devido a um problema elétrico, quando um cabo elétrico entra em curto-circuito e começa a liberar faíscas ou pode ser provocado pelo vazamento de fluídos inflamáveis (pelas mangueiras que os transportam), que entram em contato com o motor em alta temperatura. Com o tempo de uso e o calor, essas mangueiras sofrem um desgaste, ressecam e/ou ficam quebradiças”, informou o gerente.

Observando a “olho nu” é possível identificar quando esses itens mecânicos estiverem apresentando problemas, a exemplo das mangueiras ressecadas e/ou quebradiças. Se o fluido inflamável que passa por ali entrar em contato com o motor em alta temperatura pode provocar uma combustão. Luiz Fernando ressaltou que o recomendado é fazer revisões a cada 10 mil quilômetros rodados ou de ano em ano, para checar todos esses itens.

Luiz Fernando diz que o recomendado é fazer revisões a cada 10 mil quilômetros rodados ou de ano em ano Antonio Melo

“Na parte elétrica, às vezes, o motorista insere uma luz de xenon, sons, caixas de alto falantes e fazem ‘gambiarras’. Isso sobrecarrega o sistema elétrico do carro”, disse o gerente.

É preciso consultar um especialista para fazer de forma adequada qualquer tipo de alteração na parte elétrica do veículo. “Se instalo um som e não coloco cabos adequados, os que estão sendo utilizados podem sobreaquecer e provocar um curto-circuito. A probabilidade do incêndio é muito grande”, alertou.

CORPO DE BOMBEIROS

– Ao notar qualquer sinal de fumaça ou algum tipo de anormalidade como o superaquecimento do motor ou até o início de fogo, a orientação do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM) é para que os ocupantes do veículos se afastem imediatamente e acionem a corporação, ligando para o 193, conforme explicou o capitão Israel Souza, perito em incêndio do CBM-PA.

– “O Corpo de Bombeiros alerta que, se você perceber qualquer fumaça e anomalia relacionada a calor ou fogo, abandone o veículo, tomando uma distância segura, e ligue para o 193. A gente manda a guarnição de serviço mais próxima. Estamos 24 horas disponíveis em todos os 365 dias do ano”, garantiu.

– O serviço pode ser acionado em todo o Estado, salvo em algumas unidades da corporação localizadas no interior que possuem contatos fixos para esse tipo de serviço. “A corporação submete o veículo a um exame pericial que vai esclarecer o que provocou. Orientamos que quando a pessoa se deparar com problemas de natureza mecânica ou elétrica, que não tente fazer reparos superficiais, ‘gambiarras’ na fiação elétrica. Leve a um profissional habilitado para que ele faça as correções necessárias”.

Por Dol

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