Especialista tira dúvidas sobre conjuntivite. O oftalmologista João Marcos Nascimento esclarece dúvidas sobre a doença.

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Foto: reprodução

Conjuntivite é uma doença de estação? Quais as maneiras de evitá-la?
Os maiores “picos” de manifestação da doença são no verão e no “inverno”, que é o período de grandes chuvas na Amazônia. No verão, muitas pessoas contraem a conjuntivite após banhos de piscina. Já no inverno o contágio pode se dar tanto de forma direta quanto indireta, como no caso se estar em locais com grande aglomeração de pessoas.
Para evitá-la via contato direto é importante manter a higiene das mãos, lavá-las várias vezes ao dia ou usar álcool a 70º graus. É bom também não compartilhar utensílios de uso pessoal, como rímel, lápis de olho, etc.

Telespectadora conta que a filha foi para um local com muita concentração de pessoas e amanheceu no dia seguinte com  uma bolinha avermelhada em cima de um dos olhos. Pode ser conjuntivite?
É mais provável que seja hordéolo, mais conhecido popularmente como terçol.

Um telespectador pergunta se é verdade que suco de maçã pingado no olho ajuda a encurtar o ciclo da conjuntivite em menos de oito dias.
Não existe comprovação científica de que esse uso traga benefícios. Aliás, pode até causar contaminação.

Existe remédio certo para curar conjuntivite ou as medidas adotadas são apenas paliativas?
Depende do tipo de conjuntivite. A mais comum é a viral, e para ela não existe prescrição médica; os remédios usados normalmente apenas aliviam os sintomas. Existem ainda os tipos infecciosa (causada por vírus ou bactérias), alérgica e tóxica.

Telespectadora conta que recentemente sentiu muito incômodo nos olhos e que, ao ser, atendida na emergência de um hospital, foi informada pelo médico que se tratava de um conjuntivite alérgica. Essa conjuntivite é transmissível?
Não. A única transmissível é a do tipo infecciosa.

Telespectador relata que o filho teve conjuntivite, usou colírio, e agora, ele e a esposa estão com os sintomas. O filho pode “pegar” novamente a doença?
Se for o caso de infecto-contagiosa, sim.

Existe algum remédio caseiro para tratar a doença?
Não. O que se pode fazer em casa são compressas com água fria, sempre mineral, fervida ou filtrada.

Telespectadora afirma que ela e o irmão tiveram a doença. No caso do irmão, os olhos ficaram muito fechados. No caso dela, os olhos ficaram bastante inchados. Isso é normal?
A manifestação da doença  varia segundo o sistema de defesa de cada organismo.

Telespectador conta que o filho chegou em casa com os olhos coçando. Na sala de aula da criança, um colega de classe teve a doença. As crianças são mesmo as mais afetadas?
Escolas e creches propiciam o contágio por conta da aglomeração de pessoas. E no caso das crianças, esse contato facilmente acontece pela via direta, como pela indireta também.

Telespectador relata que a pálpebra inferior dos olhos do avô está inchada. Pode ser conjuntivite?
A conjuntivite pode se apresentar tanto no trato da pálpebra inferior quanto na superior. O mais indicado é procurar um médico oftalmologista.

O clima de chuva aumenta as chances de contrair conjuntivite?
Sim, de forma direta ou de forma indireta.

Quais os principais sintomas? Como é o tratamento?
Inchaços na pálpebra, olhos avermelhados, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento intenso, secreção, coceira e ardência. Cada tipo de conjuntivite requer um tratamento específico: colírios antibióticos, antialérgicos ou lubrificantes. Quem deve prescrever a medicação exata é o médico especialista.

Telespectadora afirma que sempre tem contato com as pessoas que têm a doença, mas nunca a contrai. É possível ser imune à conjuntivite?
Existe a possibilidade. Na verdade, não deve ter ocorrido contato direto ou indireto para ocorrer o contágio.

A conjuntivite é um vírus?
Um dos tipos mais comuns é o causado por vírus, mas ainda é possível haver transmissão por bactérias ou ainda como resultado de processos alérgicos.

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Com informações: G1

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