Após a visita da deputada norte-americana Nancy Pelosi à Taiwan, a China iniciou um dos maiores exercício militares em torno da ilha. Nesta quinta-feira (4), as forças armadas chinesas realizaram os exercício utilizando munição real e os navios da marinha e aeronaves militares chegaram a cruzar, por alguns instantes, a linha mediterrânea do Estreito de Taiwan, de acordo com a Reuters. Cerca de 900 voos foram afetados pelas manobras, que também impactaram em rotas de navios na região. As informações são do G1 Mundo.

O anúncio sobre a realização dos exercícios foi feito pela TV estatal CCTV. “A partir das 12h de hoje (quinta) até 12h do dia 7 será realizado um importante exercício militar do Exército Popular de Libertação. Durante esses exercícios de combates reais, seis áreas principais ao redor da ilha foram selecionadas e, nesse período, todos os navios e aeronaves não devem entrar nas áreas marítimas e no espaço aéreo relevantes”, informou.

Pequim classifica os exercícios militares, bem como outras manobras nos últimos dias em torno de Taiwan, como “justas e necessárias”. O governo chinês culpa os Estados Unidos e seus aliados pela escalada. “Na atual briga por conta da visita de Pelosi a Taiwan, os Estados Unidos são os provocadores e a China é a vítima”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.

Com o objetivo de rastrear a atividade da força aérea chinesa, Taiwan implantou sistemas de mísseis e deixou os navios da marinha de prontidão para monitorar a atividade na região.

“O Ministério da Defesa Nacional sustenta que manterá o princípio de se preparar para a guerra sem buscar a guerra, com a atitude de não escalar o conflito ou causar disputas”, disse em comunicado do governo de Taiwan.

Tsai Ing-wen, presidente de Taiwan, agradeceu às nações do Grupo dos Sete (G7) por apoiarem a paz e a estabilidade regionais, depois que o grupo pediu à China que resolva as tensões no Estreito de Taiwan de maneira pacífica. “Taiwan está empenhada em defender o status quo e nossa democracia. Trabalharemos com parceiros que pensam da mesma forma para manter um Indo-Pacífico livre e aberto”.

OLiberal

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