Aparellhos Nckia, NokLa, HiPhone, Sumsang, Vaic vão deixar de funcionar com as operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi.

A partir do ano que vem os celulares piratas serão bloqueados pelas principais operadoras do país, que impedirão o uso de suas linhas em aparelhos não homologados pela Anatel.

Em geral são aparelhos chineses sem uma grande marca por trás, de procedência e qualidade duvidosas. Geralmente entram no país por meios ilegais, e são vendidos a preços extremamente baixos – em geral, valem quanto custam, ou seja: muito pouco.

A iniciativa foi tomada pelas empresas Vivo, TIM, Claro e Oi num investimento conjunto de cerca de R$ 10 milhões. As empresas farão o bloqueio a partir do código IMEI dos celulares, comparando o IMEI destes aparelhos na ativação da linha junto às bases de dados da Anatel.

Conforme divulgado pela imprensa, apenas as novas ativações serão bloqueadas: quem já usa um aparelho desse tipo provavelmente continuará com ele funcionando. A partir de 2013, no entanto, mesmo a ativação das linhas em aparelhos homologados não será suficiente caso os consumidores coloquem os chips nos celulares irregulares. Será feita uma verificação de tempos em tempos para ver se o IMEI corresponde a um produto homologado ou não, exigindo um aparelho autorizado para que o cliente possa realizar e receber chamadas.

Segundo Eduardo Levy, diretor-executivo do Sinditelebrasil, a baixa qualidade destes aparelhos é responsável por parte da queda de chamadas: “Como esses aparelhos não certificados têm baixa qualidade, acabam provocando problemas na rede e contribuem para aumentar as quedas de chamadas, o que leva a reclamações contra as operadoras.”

Consequentemente, certa parte das reclamações feitas às operadoras devem ser relacionadas a estes aparelhos. Como não passaram pela agência reguladora nacional estes produtos podem funcionar de forma indevida, não atendendo aos padrões técnicos exigidos ao redor do mundo todo. Tanto em especificações como em qualidade: muitos suspeitam de potenciais danos à saúde pelo uso destes produtos, já que sabe-se lá quais elementos utilizam nos seus componentes, já que o esforço está em torno do menor custo de fabricação possível.

A notícia traz um problema sério, ainda não explicado: se o bloqueio se der apenas excluindo a base de IMEIs homologados, muitos aparelhos importados legalmente não funcionariam no país, incluindo alguns modelos nunca lançados no Brasil. Complicaria ainda para aqueles que chegam aqui antes do lançamento oficial, como as últimas versões do iPhone ou Nexus, para citar só dois.

Apesar da baixa qualidade, estes aparelhos sem marca até que fizeram o mercado se movimentar. Além de forçar uma redução nos preços de vários aparelhos de entrada dos grandes fabricantes, a concorrência fez aparecer alguns modelos de 2 chips de marcas conhecidas, que antes ninguém imaginava que entrariam nesse barco.

Muitos deles usam nomes similares aos produtos originais, sendo chamados de “celulares piratas”. Não é raro ver réplicas de iPhones ou produtos de outros fabricantes com a grafia do nome alterada, como Nckia, NokLa, HiPhone, Sumsang, Vaic, etc.

 

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