O acesso à Internet teve um grande impulso na segunda metade dos anos 90. Foi nessa altura que a maioria das pessoas e empresas se ligou pela primeira vez à Internet.

Computação em nuvem o futuro da TI

O Portal Tailândia já mostrou AQUI o que é Cloud Computing. Agora veja o que vem acontecendo nessa área!

Atualmente, no que respeita à utilização de recursos de TI, sejam recursos de infraestrutura tão simples como RAM, CPU e DISCO, sejam aplicações, desde há alguns anos que assistimos ao surgimento de um conceito, chamado de “Cloud Computing” [Computação em Nuvem] ou simplesmente “Cloud”. Amazon, iCloud, Azure, Dropbox, etc., são serviços que entraram no nosso dia a dia.

Saiba mais sobre serviços de  Computação em Nuvem semelhantes ao Dropbox.

A Cloud está a revolucionar a forma como consumimos os recursos de TI, da mesma forma que a Internet revolucionou as comunicações há 20 anos atrás!

lunaO paradigma de investir em equipamentos (servidores e sistemas de storage), de esperar dias ou semanas para os receber dos fabricantes, após a encomenda, e mais alguns dias ou semanas para os instalar, tem sido colocado em causa. E esses servidores, depois de instalados, consomem energia, têm que ser colocados num datacenter e têm que ficar ligados permanentemente à Internet. Consumindo recursos, muitas vezes desnecessariamente.

O mesmo se aplica ao paradigma de comprar software e instalá-lo no computador ou servidor, pagando pelo mesmo um valor inicial.

Hoje em dia, a Cloud oferece tudo isso, sem um investimento inicial, de tempo e dinheiro, prometendo diminuir o custo e o nosso esforço, obtendo exatamente os mesmos recursos. A Cloud é mais do que tecnologia. Um erro frequente é pensar que Cloud é igual Virtualização. Nada de mais errado.

A Virtualização é uma tecnologia importante, que permite otimizar a forma como usamos os servidores e é um dos fundamentos da Cloud. Mas a Cloud é um conceito mais abrangente.

Um serviço Cloud tem que respeitar 5 características essenciais:

  • 1) On-demand self-service: eu, utilizador, decido quando necessito do serviço e decido quando o mesmo deve ser disponibilizado, sem intervenção humana de um fornecedor. Normalmente isto faz-se a partir de um vulgar browser web. A maioria dos denominados fornecedores de Cloud, hoje em dia, falha nesta característica essencial.
  • 2) Broad network access: tenho acesso ao serviço cloud a partir de um equipamento, desde que esteja ligado à Internet.
  • 3) Resource pooling: a cloud pressupõe uma otimização dos recursos, pela partilha dos mesmos (mas garantindo, ao utilizador final, a sua fatia reservada de recursos). Por exemplo, os Cloud Servers são uma “fatia” de um servidor físico de maior dimensão. Como clientes diferentes utilizam Cloud Servers diferentes, o servidor físico subjacente é otimizado, ou seja, há menos desperdício de recursos de RAM, CPU, DISCO e energia.
  • 4) Rapid elasticity: a possibilidade de fazer upgrade ou downgrade instantaneamente, quando necessário. Eu, cliente, necessito inicialmente de 2 servidores com 16 GB de RAM. Mas no dia seguinte necessito de 10 servidores com 32 GB de RAM, pois o meu negócio cresceu. No entanto, passados mais algumas semanas, otimizei a minha aplicação e apenas necessito de 4 servidores com 16 GB de RAM novamente. Esta elasticidade é fundamental. Se sou um utilizador de uma aplicação (por exemplo, de gestão da minha atividade comercial), tenho que ter a possibilidade de criar 5 contas para os meus colaboradores, crescer para 30, ou descer para 2 ou 3. A elasticidade é também uma característica em que falham muitos (falsos) fornecedores de Cloud.
  • 5) Measured service: Cloud Computing é visto como um serviço, que se paga à medida da utilização. Aqui entra o conceito de “pay-per-usage”, tal como hoje em dia acontece com o nosso consumo de electricidade ou de água. Não devem existir custos iniciais ou custos recorrentes fixos. A cloud pura é aquela em que pago muito, se utilizar muito, pago pouco, se utilizar pouco, ou nada, se deixar de utilizar. É um modelo de pagamento após utilização, não de pré-pagamento.

As 5 características acima indicadas são essenciais em qualquer serviço Cloud. Mas existem serviços Cloud distintos, que endereçam necessidades de diferentes utilizadores:

  • IaaS – Infrastructure-as-a-Service: Trata-se da utilização de recursos de infraestrutura básicos, de computação e armazenamento. Neste caso os recursos são RAM, CPU e DISCO (que existem num servidor), sistemas operativos (Linux, Windows) ou simplesmente capacidade de armazenamento num espaço de storage externo. O fornecedor mais conhecido a nível mundial é a Amazon AWS. Com presença em Portugal (e outros países), temos a Lunacloud.
  • PaaS – Platform-as-a-Service: Trata-se da utilização de um ambiente de desenvolvimento ou serviço de bases de dados, tipicamente para programadores. Quem se quer abstrair ainda mais e nem sequer utilizar um servidor Linux (como o que seria acessível num serviço do tipo IaaS), pode simplesmente utilizar capacidade de computação num ambiente de desenvolvimento gerido pelo fornecedor. Um dos exemplos mais conhecidos é o Heroku, mas o Azure da Microsoft é também essencialmente um serviço do tipo PaaS.
  • SaaS – Software-as-a-Service: Trata-se do serviço de cloud que está mais próximo do consumidor final, do utilizador não profissional. Neste caso, o serviço é a disponibilização de uma aplicação, vulgarmente através de um interface web normal. O exemplo mais comum é o Webmail (um serviço de email utilizado com um browser), como o Hotmail ou o Gmail. Mas no mundo profissional existe um outro exemplo muito conhecido, de uma aplicação de CRM, o Salesforce. E muitos outros…

Hoje em dia, as pessoas e as empresas têm que gerir os seus recursos financeiros de forma mais criteriosa e usá-los apenas à medida das necessidades e expectativas de crescimento. O modelo Cloud, além de evitar investimentos iniciais, também se adapta ao crescimento, ou diminuição da procura. Por outro lado, quando não se têm recursos próprios, recorre-se ao crédito (financiamento), para fazer investimento. Na conjuntura atual, também o acesso ao financiamento é cada vez mais difícil. Por isso, as empresas e os particulares podem optar por usar os seus recursos financeiros em promover a sua atividade, em implementar uma estratégia comercial ou em contratar colaboradores que acrescentem valor, em vez de os dedicarem à compra de servidores ou aplicações. Mais uma vez, trata-se de uma necessidade que conjuga perfeitamente com o modelo Cloud, pois podemos ir gerindo/gastando os recursos em função das necessidades reais e não em função das previsões, evitando assim gastar demais ou ter menos recursos do que os necessários.

O processo de adaptação da economia, das empresas e das pessoas ao modelo Cloud vai ser gradual, pois há barreiras culturais, psicológicas e legais, relacionadas com aspectos como a confiança no fornecedor, a legislação aplicável, a localização geográfica da informação, entre outros, que vão sendo ultrapassados ao longo do tempo. Mas os próximos 5 anos serão tão importantes na adoção da Cloud, como a segunda metade dos anos 90 foi para a Internet. É um processo inevitável, que fará com que as TI deem mais um salto qualitativo e que fará com que percamos menos tempo com necessidades básicas e mais tempo a empreender, a fazer a diferença, dedicados às nossas atividades principais.

pplware

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