O médico obstetra Armando Andrade Araújo, que foi flagrado agredindo uma paciente grávida no momento do parto, deverá ser afastado se suas funções. O caso aconteceu na maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus (AM), em 2018, porém só agora ganhou repercussão. 

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) disse que não está de acordo com a conduta praticada pelo médico e afirma que irá solicitar à direção do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam), empresa ao qual o profissional é cooperado, o seu afastamento. Além de pedir providências ao Conselho Regional de Medicina (CRM). 

Ao portal BOL, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) informou que abriu uma Sindicância ‘ex officio' (por iniciativa do juiz ou da autoridade administrativa, isto é, sem a necessidade de pedido pela parte interessada; no caso, a paciente) para investigar o ocorrido. Além de que, se houver alguma infração ao Código de Ética Médica, será aberto um Processo Ético Profissional. O Cremam também investiga a situação da mãe e da criança, por enquanto desconhecidas pelas autoridades.

Na tarde desta quarta-feira (20), o Cremam publicou uma nota em seu Facebook, explicando que todas as denúncias contra ato médico são apuradas pelo conselho.

Internautas comentaram na postagem e pediram providências. ” Enquanto os fatos são apurados, para preservar futuras agressões e violência à gestantes por parte deste médico, Armando Andrade, exigimos afastamento preventivo de suas funções. Ou vocês vão esperar ele matar alguém?”, “Queremos acompanhar o caso, estamos cansados de injustiça”, “Não é essa nota que queremos, queremos punição no caso do “obstetra” que agrediu a mulher no trabalho de parto. Queremos respeito! #justiça”, “A garota foi extremamente maltratada e tá nítido, NÃO TEM O QUE APURAR! É cadeia nele e indenização a gestante pelo constrangimento e humilhação no momento que ela estava mais vulnerável e que mais precisava de cuidados. Não é porque é público que deve ser tratada de qualquer maneira. Pagamos nossos impostos pra ter um atendimento público de qualidade!”. 

Apesar da gravidade do caso, a Susam informou que não há qualquer registro de denúncia na maternidade ou na Ouvidoria à época.

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