Abraham Weintraub não é mais ministro da Educação. A decisão foi anunciada pelo próprio Weintraub, por meio de um vídeo nas redes sociais, onde ele aparece ao lado do presidente da República Jair Bolsonaro para anunciar que deixa o cargo. Ele disse que recebeu um convite para assumir um cargo em um banco mundial: “o presidente já referendou”.

“Quero agradecer todo apoio e carinho que minha família está recebendo de vocês”, disse. Segundo ele, “não cabe discutir os motivos” da saída e declarou que segue apoiando o governo do atual presidente. “Agradeço a honra que foi participar desse governo”.

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Depois de muitos desgates com o Supremo Tribunal Federal (STF) e declarações públicas consideradas inapropriadas até pelo próprio presidente, cai o ministro da educação. Ele deixou o cargo após pressão da ala política do Governo Federal, incluindo ministros que não são militares.

No comando do MEC, o economista e ex-ministro da Educação acumulou gafes, polêmicas, além de protagonizar cenas bizarras em seu perfil nas redes sociais. Entre elas, questionou o legado do educador pernambucano Paulo Freire, recohecido internacionalmente. “Se temos uma filosofia de educação tão boa, Paulo Freire é uma unanimidade, por que temos resultados tão ruins?”, disparou, em abril do ano passado.

Outro momento marcante, ele protagonizou no Pará. De férias em Alter do Chão, ele foi hostilizado por manifestantes que o esperavam nas imediações de um restaurante em que Weintraub estava com a família. Moradores utilizaram um microfone em uma praça próxima para criticar as últimas ações dele frente ao Ministério da Educação.

Wentraub usou o microfone da praça e rebateu os manifestantes, acirrando o bate-boca. “Eu queria só mostrar a diferença da esquerda e de quem não é de esquerda. Eu com a minha família aqui, três crianças pequenas. Nunca roubei, não sou do PT, nunca recebi bolsa, e vocês vem tentar me humilhar em frente aos meus filhos”, disse.

A demissão de Weintraub, que é da ala ideológica do Governo Federal – já era esperada. Com a assinatura do presidente Bolsonaro, o inquérito que apura fake news no Supremo Tribunal Federal e também manifestações antidemocráticas possa focar no ex-ministro.

Pedido de prisão
Na segunda-feira, 15, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu ao STF a prisão temporária ou preventiva do ministro da Educação, Abraham Weintraub, seu imediato afastamento do cargo, quebra de sigilo dos seus dados e apreensão de celulares.

A petição foi feita no âmbito no inquérito 4781, o inquérito das Fake News e a justificativa foi o novo ataque do ex-ministro ao STF, na manifestação de ontem, 14, na Esplanada dos Ministérios.

Por Roma News

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