Um dos remanescentes da seleção brasileira que acabou eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo deste ano para a Noruega, o meio-campista Bruno Guimarães concedeu entrevista coletiva na madrugada desta quarta-feira, em Brisbane, na Austrália. Marcado pelo pênalti perdido no jogo decisivo, ele não fugiu do assunto ao ser questionado pelo tema.
“É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. É uma ferida, uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros”, afirmou o jogador do Arsenal.
O lance fatídico aconteceu ainda no primeiro tempo, quando a partida estava empatada em 0 a 0, e Matheus Cunha foi derrubado na área. Na cobrança, o jogador brasileiro escolheu o canto direito e o goleiro Nyland fez a defesa.
No histórico do confronto, o centroavante Haaland saiu como destaque do duelo ao marcar duas vezes nos 2 a 1 para os noruegueses. Neymar descontou nos acréscimos (em cobrança de penalidade), mas o time do técnico Carlo Ancelotti não conseguiu buscar a igualdade.
Apesar da dor, Bruno Guimarães garantiu que o momento de adversidade serviu como aprendizado na carreira. “Normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não dá certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária”, comentou.
Apesar do desfecho infeliz, Guimarães disse não ter ficado com traumas. “Se for delegado a mim, não vou me esconder. Vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer. Essa camisa (da seleção brasileira) representa tudo para mim”.
Na coletiva, ele lamentou o fato de Vini Jr ter sido criticado por não ter pedido para bater a penalidade e esclareceu como foi determinada a ordem para ele chutar o tiro livre. “Fiquei triste pela cobrança em cima do Vini, mas o pênalti foi delegado a mim. É a resposta que posso te dar”.
Ele também falou neste início de ciclo pós-Copa do Mundo e sobre a renovação que o treinador Carlo Ancelotti que implantar. “Importante é passar confiança aos mais jovens que estão chegando. Minha primeira convocação foi em 2020 e, desde lá, muita coisa aconteceu. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia, mas é importante que o professor tenha um grande leque de opções”, disse.
GABRIEL BONTEMPO GANHOU CONSELHOS DE NEYMAR
Um dos estreantes na seleção, o meio-campista Gabriel Bontempo também concedeu coletiva. O jogador santista disse estar realizando um sonho e disse que recebeu conselhos Neymar nesse seu batismo com a equipe nacional.
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“Neymar é um grande ídolo e realizei um sonho de jogar ao lado dele. É um cara fora da curva não só comigo, mas com todos os jovens que sobem no Santos. É um cara extraclasse e que também tem experiência, viveu muito isso”.
Na entrevista, ele revelou um imprevisto que tornou a convocação ainda mais tensa. “Estava assistindo a convocação e a TV deu pane justamente quando ele (Ancelotti) estava falando dos meio-campistas. A TV travou e falei ‘justo na minha vez'.
O Brasil continua com a sua preparação para os jogos da Data Fifa, onde fará três amistosos. Nesta sexta, a equipe enfrenta a Austrália, às 7h (horário de Brasília), em Townsville. Os dois times voltam a se encontrar no dia 29. Já no dia 3 de outubro, a seleção volta a campo, mas jogar contra a Índia, em Calcutá. (Por: O Liberal)
