Veja como identificar fraudes por WhatsApp, Pix e links falsos e o que fazer se for vítima. (foto: reprodução)

Golpistas estão se passando por bancos, empresas e até parentes das vítimas para roubar dinheiro e dados no Pará. Em 2025, o estado registrou quase 29 mil ocorrências de golpes virtuais, segundo o Governo do Pará. O estelionato lidera, com cerca de 19 mil denúncias.

Como os golpistas enganam

Os criminosos apostam no medo e na pressa. Eles fingem ser de um banco, de uma empresa conhecida ou alguém próximo, e pedem dinheiro, senha ou códigos com urgência.

A explicação é da delegada Vanessa Lee, titular da Diretoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (DECCC).

Os golpes mais comuns

  • Falso funcionário de banco
  • Golpe do Pix
  • Clonagem do WhatsApp
  • Anúncios falsos de venda em redes sociais e aplicativos de compra
  • Phishing, com links falsos para roubar dados pessoais

Quando o golpe vem com ameaça

O personal trainer João Victor Silva foi ameaçado de morte pelo WhatsApp e pressionado a transferir dinheiro. Segundo ele, os criminosos tinham muitos dados pessoais, o que tornava a ameaça convincente.

Ele registrou boletim de ocorrência e levou à delegacia prints, números e conversas como prova.

6 cuidados para não cair

  1. Desconfie de contato inesperado que peça dinheiro, senha ou dados com urgência.
  2. Nunca passe códigos recebidos por mensagem ou ligação.
  3. Não clique em links desconhecidos.
  4. Use senhas fortes e diferentes em cada conta.
  5. Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp, no e-mail e nos aplicativos de banco.
  6. Confirme qualquer pedido pelo canal oficial da instituição. Se um parente pedir dinheiro por mensagem, ligue para ele antes de pagar.

O que fazer se cair em um golpe

A Polícia Civil orienta agir rápido:

  • Registre um boletim de ocorrência.
  • Guarde provas: prints de conversas, comprovantes, telefones, e-mails, perfis e links usados pelos golpistas.
  • Avise o banco o quanto antes, para tentar bloquear o dinheiro.
  • Troque as senhas de contas bancárias, e-mails e aplicativos.
  • Se o WhatsApp foi clonado, avise familiares e contatos para evitar novas vítimas.

Segundo a Polícia Civil, quanto mais rápido isso é feito, maiores as chances de identificar os autores e reduzir o prejuízo.

Operações contra o crime

Em setembro de 2026, operação “Firewall”, que investiga um grupo suspeito de envolvimento em crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, cumpriu 15 mandados de prisão preventiva, no Pará e em mais seis estados.

Ao longo de 2025, a polícia fez 69 operações contra crimes cibernéticos no Pará. As ações resultaram em prisões, apreensão de aparelhos eletrônicos e bloqueio de valores.

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