(Foto: divulgação)
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“A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra”.

A novela Babilônia da Rede Globo, é de autoria de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, e tem direção de Dennis Carvalho. A novela mal começou e já provocou reações negativas, principalmente, por parte do público (isso mesmo, muitos evangélicos assistem com enorme prazer) evangélico. Logo os textos bíblicos saltam aos borbotões com o fim de condenar o conteúdo global, como se o produto das outras redes seja divino ou menos danoso.

Ingredientes da novela: beijo gay, engano, inveja, prostituição, violência e traição. Alguma novidade?
Em suma – o que vejo é um clima policialesco exacerbado, fanático e moralista em cima do mais do mesmo. Interessante é que o público que condena assiste filmes cujas cenas são recheadas de violência, terror e sexo (Carga Explosiva, 50 Tons de Cinza, Sexta-feira 13, Casa de Cera, Boneco Assassino, A Morte do Demônio, Jogos Mortais, Albergue e etc.), sem falar dos Reality show (Big Brother e Are The One), isso pode. Novela não pode porque é indecente, é imoral, é crime contra a santidade.

Ah, sou a favor de novela?

Prefiro ler um livro, viva Djavan ao cantar “Um dia frio, e um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo” – assim já é paixão, risos. Ouvir as melhores da MPB, e é claro, meditar na Bíblia de dia e de noite, pois ela me guiará entre pecadores e zombadores, sem que me pareça com um ET. Embora possa ser confundido com um.
Detalhe, os textos de Apocalipse sendo usados ao bel prazer para justificar posicionamentos pessoais. O contexto do livro, o destinatário e o propósito de sua mensagem sendo distorcidos. Mas, se é assim, ou se tem de ser assim, então cuidado, pois a Babilônia pode ser também a mãe das bestialidades moralistas e religiosas, mãe das idiotices, do fanatismo e da pseudo moral da religião.

 

Por Taciano Cassimiro | Perfil no Facebook

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