O mercado de trabalho brasileiro registrou novos números positivos no trimestre encerrado em agosto de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,3%, enquanto o número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, o maior resultado da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.
Na comparação com o trimestre encerrado em maio, a taxa de desocupação recuou 0,3 ponto percentual, passando de 5,6% para 5,3%. Em relação ao mesmo período de 2025, também houve queda de 0,3 ponto percentual.
O número de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 4,6% em relação ao trimestre anterior. Isso representa 281 mil pessoas a menos procurando trabalho. Na comparação anual, a queda foi de 4,9%, com redução de 300 mil pessoas.
Mais brasileiros estão trabalhando
O número de pessoas ocupadas cresceu 0,8% no trimestre, com 774 mil pessoas a mais trabalhando. Em um ano, o avanço foi de 1%, equivalente a 1,1 milhão de trabalhadores.
A força de trabalho, que reúne pessoas ocupadas e desempregadas, também atingiu o maior patamar da série histórica: 109,3 milhões de pessoas. O número representa crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e de 0,7% na comparação anual.
Entre os setores analisados pelo IBGE, Indústria Geral teve alta de 2%, com 265 mil pessoas a mais, enquanto a Construção cresceu 4,1%, com acréscimo de 306 mil trabalhadores.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o destaque foi o grupo de Transporte, armazenagem e correio, que cresceu 6,1%, com 358 mil pessoas a mais ocupadas.
Renda também apresenta alta
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777, estável em relação ao trimestre anterior e 3,7% maior do que no mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 385,6 bilhões, também o maior valor da série histórica. O resultado representa alta de 1,4% no trimestre, ou R$ 5,2 bilhões, e crescimento de 4,8% em um ano.
Entre as categorias de trabalhadores, o rendimento dos empregados com carteira assinada aumentou 2,4% em um ano, enquanto o dos trabalhadores por conta própria cresceu 5,3%.
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Informalidade fica em 37,5%
Apesar da redução do desemprego, a informalidade ainda representa uma parcela significativa do mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre encerrado em maio, o índice era de 37,3%. Já no mesmo período de 2025, a taxa estava em 38%.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões, o maior contingente da série histórica.
Desalento também recua
A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar trabalho por diferentes motivos, ficou em 2,4 milhões. O número permaneceu estável no trimestre, mas caiu 11,9% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 317 mil pessoas. (Por: Diário Online do Pará)
