Foto: Rafael Marchante/Reuters

A empresa Xiaomi registrou o menor crescimento trimestral de receita, com demanda menor no mercado de smartphones da China, que enfrenta uma pausa prolongada nas vendas.

O faturamento da Xiaomi com venda de smartphones caiu de 8%, para 32,3 bilhões de iuanes no trimestre encerrado em 30 de setembro. A empresa vendeu cerca de 32,1 milhões de telefones durante o período, cerca de 1 milhão de unidades a menos que no ano anterior.

A receita total aumentou de 5,5%, para 53,66 bilhões de iuanes, em relação ao mesmo período do ano anterior, em grande parte em linha com as expectativas de analistas, de acordo com dados da Refinitiv.

A demanda por smartphones diminuiu na China, pois os consumidores estão utilizando os dispositivos por mais tempo.

Os compradores também passaram a apoiar mais a Huawei, que no momento está no posto como a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, depois que a empresa foi adicionada a uma lista de proibição comercial pelos Estados Unidos.

As vendas dos smartphones ainda representam a maior parte da receita da Xiaomi, mas a empresa está promovendo a divisão de serviços de internet, que consiste principalmente em vendas de anúncios online.

Esse negócio, no entanto, responde por apenas 10% da receita total, a mesma proporção de quando a empresa listou suas ações no mês de agosto de 2018.

No ano de 2019, a empresa retornou para o Brasil, com o lançamento de loja físcia e online e uma linha ampla de celulares e outros dispositivos no país. No início do mês de novembro, a Xiaomi ampliou o número de produtos para 250 no Brasil e produziu a linha Redmi 8.

Em 2020, foco no 5G

A Xiaomi pretende fazer um lançamento agressivo de dispositivos habilitados para redes 5G em 2020, na medida que a tecnologia começar a ser disponibilizada na China. No momento, a empresa lançou dois modelos de smartphones habilitados para 5G, um na Europa e outro na China.

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No mês passado, o presidente-executivo Lei Jun disse que a empresa lançará mais de 10 telefones 5G com preços para uma variedade de orçamentos no próximo ano.

“Se você olhar para o mercado chinês de smartphones nos últimos dois anos, é verdade que houve algum declínio, e recentemente também vimos alguma pressão no mercado”, declarou o vice-presidente financeiro da Xiaomi, chamado Chew Shou Zi, em uma teleconferência de resultados.

“Quando a era 5G estiver conosco, acredito que começaremos a ver uma melhora significativa no mercado de smartphones”.

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