Leitores contam que tipo de documentos eles têm armazenado na nuvem e em quais ocasiões a cloud computing é necessária

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(Foto: reprodução)

Uma pesquisa divulgada em 2011 pelo NPD Group mostrou que apenas 22% dos norte-americanos sabem o que significa o termo “computação na nuvem”, porém, destes entrevistados, 76% já tinham usado a tecnologia. Isso porque, apesar do termo ser ligeiramente complicado, o serviço é simples de entender e já tem muita gente usando sem nem saber do que se trata.

Os serviços de webmail, por exemplo, funcionam dentro do princípio da cloud computing, pois aquelas mensagens não estão armazenadas localmente: elas estão na chamada “nuvem”, ou seja, em um servidor que está localizado em algum lugar do mundo, e que pode ser acessado via web. Além dos emails, existem alguns serviços específicos de armazenamento como Dropbox, Skydrive, Google Drive (recém-lançado) e iCloud, que permitem que você faça pastas de fotos, músicas, vídeos e quaisquer outros arquivos e os deixe guardados na “nuvem”, sem ocupar espaço na sua máquina.

De acordo com o Google Brasil, existem duas características básicas para definir a computação em nuvem. Primeiro: os aplicativos são acessados pelo navegador e o usuário não precisa ter o programa instalado no computador, apenas o browser. Segundo: os dados ficam hospedados em uma infraestrutura que está invisível para os usuários (servidores).

Como este conceito já está amplamente sendo usado, mesmo sem o conhecimento das pessoas, resolvemos descobrir que tipo de dados está sendo armazenado na nuvem. Em um bate-papo com alguns leitores, descobrimos que um dos campões são os trabalhos de faculdade. Este tipo de arquivo tem sido guardado na nuvem porque a maioria dos serviços de cloud oferece um link público do documento armazenado, que pode ser compartilhado com outras pessoas. Assim, estudantes como Igor Oliveira e Rafael Aguiar, podem realizar trabalhos colaborativos mesmo que virtualmente. “Eu publico um texto lá e compartilho com o meu grupo, que pode ler e editar. Assim, todos podem trabalhar em conjunto”, conta Rafael.

Já o leitor Jackson Luiz de Marco conta que substituiu o pendrive por um serviço gratuito de cloud de 5GB. Ou seja, ele armazena na nuvem aqueles documentos eventuais que precisam ser acessados em determinados momentos. Além disso, ele também usa o espaço na nuvem quando formata seu computador e quer ter certeza de que não vai perder nada. O mesmo acontece com Rafael Timbó, que diz usar o Dropbox como backup de documentos importantes.

Outro uso bastante comum entre os internautas é o armazenamento de comprovantes de pagamentos e planilhas. Alguns casais, como Roberto e Juliana Alves, compartilham na nuvem os gastos da casa, carros e outros documentos como contas de água, luz, telefone e internet. “Me sinto mais seguro, armazenando tudo na nuvem e ainda podendo compartilhar com a minha mulher. Meu computador pode ser roubado, pode dar problema e eu perderia todos os meus dados”, comenta. Por este mesmo motivo, João Paulo Mesquita, desenvolvedor, armazena tudo no Google Drive como vídeos pessoais, fotos e documentos. E diz que, apesar da polêmica dos paranoicos sobre privacidade, ele acredita que o Google jamais iria expor todos os seus arquivos. “Sei que todos os meus dados e lembranças estarão a salvo e ao alcance de uns poucos cliques”, conclui.

Com esta onda de serviços de cloud computing, o instituto de pesquisa Gartner acredita que os dados armazenados localmente em computadores pessoais estão com os dias contados. Segundo um estudo publicado pela empresa, em 2014 estes dados serão ultrapassados pela computação em nuvem. A tecnologia, que amadureceu nos últimos anos, vai ser adotada em massa daqui para frente até substituir a experiência da computação pessoal.Segundo o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Steve Kleynhans, esta era que muitos chamam de “pós-PC”, não tem a ver com o fato de ser “depois do PC”, mas sim com o fato de que nascerá um novo estilo de computação pessoal, que dá maior liberdade aos indivíduos na utilização dos dispositivos e que melhora a vida pessoal dos internautas. Apesar disso, é importante entender que há um certo risco em colocar suas informações da rede. Primeiro porque as empresas responsáveis pelo serviço têm acesso aos seus dados e, segundo, que os sites não estão livres de ataques.
O ideal é evitar armazenar na nuvem senhas de bancos, cartões de crédito ou mesmo de emails.Quer contribuir com a matéria? Conte pra gente que arquivos você tem guardado na nuvem e como tem sido sua experiência com este tipo de serviço. Caso você ainda não seja um usuário, mas gostou da forma como a cloud computing pode ser utilizada, não deixe de conferir o programa Olhar Digital no domingo (20/05), às 15h45, na Rede TV!. Preparamos um comparativo entre os principais serviços gratuitos para você descobrir qual deles atende melhor as suas necessidades. E para conhecer um pouco mais sobre o Google Drive, o mais recente serviço de cloud da internet, clique aqui.
Olhar Digital
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