Serpentes lideram ranking de picadas de animais peçonhentos em pacientes atendidos no HGT

(foto: divulgação / Ascom HGT)

Apesar da tenra idade, um garoto de apenas 6 anos, engrossou as estatísticas de vitimas de animais peçonhentos registrados de janeiro a junho deste ano setor de Urgência do Hospital Geral de Tailândia (HGT), que somou 87 atendimentos, sendo que 74% das vitimas sofreram ataques de serpentes e, a mais comum, é a jararaca, cujo veneno pode levar à morte se o socorro não ocorrer nas três primeiras horas depois da picada. Escorpiões e aranhas também são responsáveis por ataques na mesorregião do nordeste paraense que é uma área de matas e florestas.

Estatísticas mostram que menos de 30% das cobras brasileiras são venenosas. No entanto, o veneno de uma jararaca (das espécies de serpentes do gênero Bothrops), cascavel ou coral, podem levar à morte em pouco tempo. Por isso, é importante buscar o socorro o mais rápido possível para que a soroterapia de antiofídico seja iniciada logo depois do ataque.

De acordo com o diretor Técnico do HGT, Paulo Henrique Ataíde Pereira, o hospital possui estrutura técnica e de profissionais capacitados para atendimento de todos os graus de reação de vítimas com picadas de qualquer animal peçonhento, entre eles, escorpião, aranha, abelha e até arraia.

No HGT esse tipo de assistência é realizada 24h na Urgência/Emergência que conta com equipe de com três médicos clínicos, cirurgião, obstetra, pediatra, anestesista, ortopedista e radiologista. Lá, o usuário recebe a classificação de atendimento dependendo da reação à picada, tipo de animal, da parte do corpo mordida, da quantidade de veneno introduzido no organismo. Normalmente, as vitimas sentem dor náuseas, palidez, pulso fraco, rigidez na nuca, visão confusa e perda da consciência.

“Os procedimentos começam imediatamente com a soroterapia que pode ou não ser associada com outras medicações e procedimentos como cirurgias devido as reações teciduais e para retirada de secreções”, observou o médico, explicando que tudo isso passa por criteriosa avaliação dos profissionais. Somente em junho deste ano a equipe multiprofissional do setor de urgência/emergência assegurou 5.894.

Paulo Henrique comenta que há casos mais raros que evoluem com complicações. Esses, são encaminhados para Unidade de Cuidados Intermediário (UCI), que possui suporte avançado dentro das possibilidades para sair da fase aguda do veneno.

Foi o caso do menor K.S, 6, que ao passar um dia de lazer em uma fazenda de amigos da família, foi picado por cobra. Ao perceber o machucado, sua mãe o levou imediatamente para o HGT. Quem conta é o pai do pequeno usuário, Joel Braga dos Santos, carregador, que divide a guarda e o acompanhamento do menino no hospital.

A picada da jararaca foi no pé esquerdo e teve evolução com complicações do quadro de saúde, ficou internado e teve que passar por cirurgia para salvar a sua vida. Enquanto aguardava o resultado de exames, Joel elogiou todo o trabalho da equipe, agradeceu a rapidez no atendimento e o cuidado que seu filho teve desde que internou no hospital. Ele já teve alta e passa bem.

A lavradora Marilene da Cruz Moreira, 36, também tomou um susto ao ter sua filha de 6 anos, ser mais uma vítima de picada de jararaca, em junho. Residente na Vila Soledade, a 60 Km de Tailândia. Felizmente, ela chegou a tempo hábil de sua única filha receber a soroterapia na urgência do HGT.

“Em nenhum momento minha filha ficou sem medicação e acompanhamento da equipe de enfermagem. Ela também adorou a brinquedoteca, que fez com que ela ficasse mais tranquila e feliz, enquanto recebia o tratamento no HGT”, comentou a mãe que comemorou a alta médica da garota que passou apenas 3 dias internada no hospital.

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Paulo Henrique conhece a região e sabe que, em alguns lugares é muito difícil evitar esses acidentes com peçonhentos, especialmente, crianças. Mas, ele destaca que é importante evitar entrar em regiões de matas e florestas. Mas se o fizer, usar botas resistentes e calças compridas. “Olhar sempre nos locais onde vai pisar”, deu a dica.

Somente em junho deste ano a equipe multiprofissional do setor de urgência/emergência assegurou 5.894.

O HGT conta ainda com o atendimento seguro, de qualidade e humanizado garantido por uma equipe multidisciplinar altamente qualificada. Instalações modernas e equipamentos de última geração. Possui Agência Transfusional e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), Exames gráficos, por imagem e de análises clínicas. Serviço de apoio completo. Brinquedoteca e área de vivência para funcionários. Tudo isso para os usuários do SUS.

Com 52 leitos, o HGT oferece assistência de média complexidade e dispõe de apoio diagnóstico com radiologia, ultrassonografia, endoscopia, mamografia, eletrocardiografia.

Serviço: O Hospital Geral de Tailândia fica na Avenida Florianópolis, s/n, no Bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752-3121.

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