O delegado plantonista da delegacia de Tailândia, nordeste do Pará, Márcio Nogueira está colhendo depoimentos de membros da Associação de Moradores que ocupam o conjunto Daniel Berg, e das possíveis vítimas para saber se foi cometido crime no local.

Na tarde de ontem (21), uma guarnição comanda pela Tenente Allan, da Polícia Militar, conduziu até a delegacia da cidade, o presidente da Associação de Moradores do Daniel Berg, Tharles da Cruz Oliveira, 26, e outros dos membros da associação. O objetivo é que eles prestem esclarecimentos sobre denúncia de extorsão, cobranças endividadas de valores e ameaças.

De acordo com alguns moradores, Tharles e outros membros da associação obrigavam as pessoas a se associarem para não ‘perderem a casa’. Uma taxa mensal, no valor de R$ 20 reais era cobrada por família. O morador que não aceitasse, tinha a a casa marcada com o ‘X’, sofria as ameaças posteriormente.

Em áudios que circulam em grupos de WhatsApp da cidade, eles diziam que a polícia iria retirar moradores que deixassem de pagar. As gravações foram obtidas pela PM e repassadas ao delegado.

A associação foi criada no mês de março deste ano, com o intuito de ‘organizar’ os ocupantes do conjunto Daniel Berg. Os valores arrecadados pagariam um advogado para representar os moradores perante a Justiça Federal, onde a Caixa já conseguiu a liminar de reintegração de posse do local.

Até a Secretária de Assistência Social, Raimunda Grajaú, teve o nome envolvido. Nos áudios eles deixavam a entender que ela e o gestor do município apoiavam as ações do grupo.

Raimunda Grajaú foi dura, e disse que além de processar os membros da associação, que incluíram o nome dela, desaprova veementemente a forma como eles vinham agindo.

Tharles e os demais membros não quiseram gravar com imprensa na noite de ontem. Pediram para falar apenas com a presença do advogado, na tarde de hoje. Eles, no entanto, negaram todas as acusações e disseram que jamais ameaçaram alguém no local.

Após prestar depoimento Tharles da Cruz e outros membros da associação foram liberados. Nesta sexta, ainda continua ouvindo moradores para abrir inquérito policial ou não.

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