A população de Tailândia ainda aguarda uma definição da justiça para saber que será o novo prefeito.
A população de Tailândia ainda aguarda uma definição da justiça para saber que será o novo prefeito.
A população de Tailândia ainda aguarda uma definição da justiça para saber que será o novo prefeito.

O voto foi um direito conquistado com muita luta ao logo das décadas, principalmente pelas classes menos favorecidas. Aqui no Brasil, esse processo foi duplamente doloroso, se é que podemos definir desta maneira, um passado ainda tão presente.

Na jovem Tailândia, o voto do eleitor tem demonstrado nas últimas três eleições para prefeito, um aspecto diferente. Caraterísticas especiais de um eleitorado que ainda vota pela emoção, ou se deixa levar por ela.

Neste contexto é possível observar que boa parte desse eleitorado, não tem um líder político, ou não enxerga em alguém tal liderança por um bom tempo. Podemos citar casos dos ex-prefeitos Gilbertinho, Valdinei Palhares e do próprio Macarrão. Todos já foram eleitos líderes momentaneamente. Pode-se dizer que já “foram ao céu” na opinião popular, mas também viram seus nomes ou de seus apadrinhados políticos serem rejeitados. O que vez ou outra se deu pelo chamado e conhecido em Tailândia, voto de revolta.

Resultado da votação para prefeito em Tailândia/PA
Resultado da votação para prefeito em Tailândia/PA

Dias difíceis

É uma revolta que toma conta da cidade. 13 dias depois de ter ido às urnas, o tailandense ainda não sabe quem será prefeito a partir de 2017 ou até se haverá nova eleição no município, possibilitada expressa pela Justiça Eleitoral local. Uma mistura de euforia e decepção que deu lugar a um vazio, principalmente de informação. A votação do recurso impetrado pelo candidato mais votado, Macarrão, com 15.116 votos, nunca entrou na pauta das sessões do Tribunal Regional Eleitoral do Pará. O julgamento é para definir o deferido do registro de candidatura, ou a persistência do indeferimento da mesma.

Enquanto o colegiado que vai definir o futuro de Tailândia não julga, a sensação é que as urnas continuam vazias.

 

Por Cleyton Rogério

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