No mês dedicado à prevenção de gravidez na adolescência, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), por meio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), promove ações de educação em saúde, interna e externamente. Nesta sexta-feira, 12, foi realizada no Mercado Municipal de Tailândia com o objetivo de orientar as adolescentes da cidade sobre a prevenção da gravidez na faixa etária de 10 a 19 anos.

Na oportunidade houve a repasse de informações sobre o assunto e distribuição de material educativo, dando ênfase à gravidade de uma condição que deve ser evitada.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), até novembro de 2020, a proporção de gravidez na adolescência no Pará foi de 22,36%. Ou seja, de um total de 147.159 nascidos vivos no Pará em 2020, 32.906 foram de adolescentes na faixa de 10 a 19 anos. A gravidez de adolescente no Estado do Pará vem declinando nos últimos cinco anos.


Segundo o gerente Assistencial da unidade hospitalar, o enfermeiro Dimas Rezende de Oliveira Junior, o HGT, que é referência para atendimento de maternidade na mesorregião do nordeste paraense, em 2019, houve o registro de 468 partos de adolescentes. Ano passado, foram 379 ocorrências da mesma natureza.

No comparativo fica clara a redução de nascimentos de bebês de mães adolescentes, no último ano. Ação de educação em saúde- Durante a atividade no Mercado Municipal de Tailândia, os profissionais do hospital enfatizaram que a gravidez na adolescência pode resultar em diversas consequências tanto para a adolescente quanto para o bebê, como depressão durante e após o período gestacional, parto prematuro e aumento da pressão arterial, entre várias outras consequências.


“O Sistema Único de Saúde – SUS, oferta vários métodos que evitam a gravidez indesejada, como por exemplo: preservativos masculino e feminino, anticoncepcional, pílula do dia seguinte e outros”, complementou Dimas.

Dados- De acordo com informações do Ministério da Saúde, a taxa de gestação na adolescência no Brasil é alta, com 400 mil casos/ano. As ações de educação em saúde para prevenção da gravidez na adolescência, desenvolvida pelo HGT, conta com o apoio do técnico de Enfermagem do Pronto Atendimento (P.A), Rogerio Reis de Moura; do gerente Assistencial, o enfermeiro Dimas Junior; da Farmacêutica/Coordenadora de laboratório, Bruna Maryane Manfredi; e da pedagoga do Núcleo de Educação Permanente (NEP) e coordenadora do GTH, Ana Elizabett Gomes de Souza.
Riscos para a mãe adolescente e para o filho recém-nascido:

  • RN com anomalias graves, problemas congênitos ou traumatismos durante o parto (asfixia, paralisia cerebral, outros);
  • abandono do RN em instituições ou abrigos;
  • ausência de amamentação por quaisquer motivos;
  • mãe adolescente com transtornos mentais ou psiquiátricos antes, durante ou após a gestação e o parto;
  • abandono, omissão ou recusa do pai biológico ou parceiro pela responsabilidade da paternidade;
  • RN é resultado de abuso sexual incestuoso ou por desconhecido, ou relacionamento extraconjugal;
  • quando a família rejeita ou expulsa a adolescente e o RN do convívio familiar;
  • quando a família apresenta doenças psiquiátricas, uso de drogas, álcool ou episódios de violência intrafamiliar;
  • falta de suporte familiar, pobreza ou situações de risco (migração, situação de rua, refugiados);
  • quando a mãe adolescente abandonou ou foi excluída da escola, interrompendo a sua educação e dificultando sua inserção no mercado de trabalho.

    (Fonte: Ministério da Saúde)

    Estrutura- Com 51 leitos, o HGT dispõe de assistência de média complexidade garantida por uma equipe multidisciplinar que oferece as especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia, Ortopedia/Traumatologia, Radiologia, Anestesiologia e Cardiologia.

    Serviço: O HGT é um órgão do governo do estado que está localizado na Av. Florianópolis, s/n, Bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752-3121.

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