Hanseníase: Conhecer para Não Discriminar”. É o tema da campanha 2021, do Janeiro Roxo que alerta a população sobre a importância da prevenção da hanseníase, sintomas, diagnóstico e tratamento da doença, que segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (sespa), ainda é considerada um problema de saúde pública e é endêmica no Pará. Conforme os dados da Secretaria, foram registrados 2.512 casos novos em 2019 e 1.535 casos até o momento em 2020, pois os dados ainda são parciais e só serão fechados após 31 de março deste ano, quando o Ministério da Saúde encerra o ano epidemiológico.

Referência na assistência de baixa e média complexidade na mesorregião do nordeste paraense, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), adere à campanha e realiza palestras durante o período, com ações de educação em saúde para usuários, acompanhantes nas áreas de atendimento da unidade hospitalar, que conta ainda com distribuição de material educativo.


Organizado pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), a ação está sendo conduzida pelo enfermeiro da Unidade de Terapia Intensiva, Ronaldo Bentes; e pela fisioterapeuta Especialista em Terapia Intensiva, Fernanda de Paula Cordeiro. Ela informa que a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele e também pode ter alteração de sensibilidade e o paciente não sente calor, frio e o toque. “É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormências nas extremidades e em algumas áreas pode haver diminuição de suor e pelos”.

Durante as palestras, Ronaldo Bentes, ressalta que a doença não é hereditária, mas é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala). “A doença pode ser diagnosticada em uma consulta médica, onde é analisada lesões na pele como manchas e alterações neurológicas específicas. O serviço público de saúde em todo Brasil oferece gratuitamente o tratamento. O tratamento pode levar entre 6 meses a 1 ano”.

Segundo a Sespa, o primeiro atendimento tem que ser na Unidade Básica de Saúde (UBS), que é a porta de entrada do SUS.Tratamento multidisciplinar- Entre as várias especialidades oferecidas pelo HGT está a fisioterapia que faz parte da equipe no tratamento da hanseníase, e inicia com a avaliação do grau de incapacidade e avaliação neurológica simplificada no diagnóstico funcional. “É essencial ser feita a cada 3 meses para verificar a evolução da doença. O grau de incapacidade verifica perda de sensibilidade protetora e/ou deformidades visíveis”, explicou a fisioterapeuta do HGT, Fernanda de Paula.

Já a avaliação neurológica, complementou a profissional, verifica a integridade da função neural, identifica precocemente neurites, monitora a resposta ao tratamento indicado e determina a necessidade de cirurgia.

A atuação do fisioterapeuta na hanseníase consiste na orientação sobre a patologia ao paciente, ao comunicante e à população em geral, prevenção de novos casos, realização do diagnóstico funcional, avaliação, tratamento e reabilitação de incapacidades físicas e reintegração social.

Fernanda destaca as principais abordagens no tratamento, entre eles, os exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, mobilização passiva ou ativa, facilitação neuromuscular proprioceptiva, técnica de mobilização neural, eletroterapia e entre outros.

Estrutura- Com 51 leitos, o HGT dispõe de assistência de média complexidade garantida por uma equipe multidisciplinar que oferece as especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia, Ortopedia/Traumatologia, Radiologia, Anestesiologia e Cardiologia.

Serviço: O HGT é um órgão do governo do estado que está localizado na Av. Florianópolis, s/n, Bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752-3121.

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