Seis trabalhadores foram resgatados pela força tarefa composta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Exército Brasileiro (EB).

Os resgatados, todos oriundos da região Nordeste brasileira, trabalhavam em condições análogas à escravidão, vendendo panelas pelas ruas da região sem nenhuma garantia trabalhista, sem condições adequadas de trabalho, sem banheiro ou alojamento (dormiam em redes armadas sob arvores) e com dívidas com o empregador geradas desde o início da viagem de sua origem para o estado do Pará.

De acordo com os trabalhadores, só recebia alimentação aquele que batia as metas de venda e o transporte da fazenda para a cidade era feito no compartimento de carga de um caminhão baú. Inclusive, todos eles já possuíam dívidas de até R$ 2.000 com o empregador, geradas desde o início da viagem do Nordeste para o estado do Pará, de forma a ficarem presos àquelas condições inadequadas por conta dessas dívidas e ameaças.

Pedido de resgate

O resgate só foi possível quando um dos trabalhadores conseguiu ir até um telefone público no último domingo (30/09), ligar para a PRF por meio do telefone 191 e pedir ajuda para sair daquela situação. A central operacional da PRF recebeu o pedido de socorro, conseguiu levantar algumas informações que possibilitariam a localização dos fatos e, após isso, uma grande operação policial de resgate foi desencadeada.

O resgate foi concluído com sucesso na madrugada desta quarta-feira (03). Os trabalhadores resgatados foram alojados em um hotel da cidade e a partir da próxima quinta (04) receberão apoio logístico para retornarem às suas cidades de origem.

O acusado responderá na justiça pelos crimes previstos no Art. 149 do Código Penal Brasileiro, e deverá pagar todos os direitos trabalhistas, bem como assinar a CTPS de todos os trabalhadores. A prisão não foi efetuada por conta a legislação eleitoral.

As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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