A aquisição da Agropalma pelo grupo colombiano Daabon, em consórcio com investidores locais, marca um ponto de inflexão estratégico para o agronegócio no Norte do Brasil.

O negócio, estimado em US$ 100 milhões, reflete uma forte depreciação do ativo — cerca de 10% do valor de mercado entre 2017 e 2018 — mas injeta o fôlego necessário para retomar o protagonismo de uma das maiores produtoras de óleo de palma do país.

O Novo Cenário da Agropalma

A transação transfere para o controle da Daabon uma estrutura robusta concentrada no nordeste paraense, abrangendo os municípios de Tailândia, Concórdia do Pará, Moju, Tomé-Açiu e Acará. O pacote inclui:

  • Uma refinaria estratégica na Grande Belém;
  • Seis unidades extratoras;
  • 107 mil hectares de área total (sendo 40 mil cultiváveis).

Potencial e Expertise

A chegada dos colombianos é vista com otimismo pela Abrapalma. Como a Colômbia ocupa o posto de 4º maior produtor global, a expectativa é que o know-how em inclusão de pequenos produtores e eficiência produtiva ajude o Brasil a deixar de ser um produtor marginal.

Apesar de possuir o maior potencial de expansão do mundo, o país ainda depende de importações para suprir sua demanda de um óleo que responde por 33% do consumo global de gorduras vegetais.


Desafios Regulatórios

Para a consolidação final do negócio (prevista para os próximos 90 dias), o grupo deverá ajustar sua governança à legislação brasileira, que impõe restrições ao controle estrangeiro superior a 50% em empresas proprietárias de terras.

Com a governança alinhada, o setor espera que o fortalecimento da Agropalma sirva de catalisador para todo o ecossistema de palma no Pará.

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