Roney Pantoja está preso desde fevereiro de 2020. (foto: divulgação)

Após quase cinco longos anos, desde a morte do filho, a família do menino Pedro Eduardo da Silva Luz, ainda não conseguiu justiça. Pedro tinha 5 anos de idade, quando foi morto com um tiro a queima roupa no tórax, em 1º de janeiro de 2017, em Tailândia, nordeste do Pará.

A defesa de Roney Pantoja, que é feita pela Defensoria Pública Estadual, pediu que a justiça rejeite a acusação e absolva sumariamente o acusado de ter matado Pedro Eduardo. No pedido, a defesa alegou a necessidade de produção de provas e o “crivo do contraditório e da ampla defesa“.

O pedido foi negado pelo juiz Titular da 1ª Vara da Comarca de Tailândia, Arielson Ribeiro Lima, que marcou uma audiência de Instrução para esta terça-feira (14), às 10h00.

O caso

Tudo começou com o aluguel de uma casa, na travessa Aveiros, no bairro Aeroporto. Roney Pantoja Maciel, o autor do crime, foi inquilino do pai da vítima. Roney alugou o imóvel ao lado da residência da família durante trinta dias.

Cerca de três meses após deixar a casa, o acusado teria ido junto com mais dois indivíduos, até a residência da família de Pedro, no dia 29 de dezembro de 2016. Segundo o relato das vítimas, eram por volta de 6h30 da manhã, quando os três encapuzados apareceram na área da casa e forçaram a entrada.

As crianças ainda dormiam quando os criminosos invadiram a residência. Eles amarraram os pais e, durante cerca de duas horas e meia, levaram terror para dentro da casa. Querendo dinheiro, os marginais levaram tudo que puderam do local.

Após a saída dos assaltantes, o dono da casa acionou a polícia que, com informações recebidas, localizou a casa dos suspeitos e recuperou objetos roubados.

Apesar do trauma, a família do pequeno Pedro Eduardo tentou levar a vida normalmente, superando aqueles tristes momentos. Mas na noite de 1º de janeiro de 2017, a tragédia iria se abater novamente sobre eles.

Pai e filho brincavam em frente de casa, com Pedro sentado no colo do seu genitor, enquanto este último também conversava com vizinhos. De repente, dois homens apareceram em uma moto, um deles já chegou disparando. Um tiro acertou as costas do pai e outro, o tórax da criança, que indefesa, faleceu ali mesmo no local.

A partir daquele dia, a família jamais foi a mesma. Além de ter que suportar a terrível dor da perda, precisou deixar a cidade com medo de ser novamente perseguida.

Prisão e fuga de Roney

Apontado como o autor dos disparos, um deles que matou a criança, Roney foi preso ainda em 2017, mas conseguiu fugir em dezembro do mesmo ano, quando 145 detentos fugiram do presídio de Abaetetuba.

Em 9 de janeiro de 2018 uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar de Tailândia, por pouco não recapturou o foragido.

Policiais tentam recapturar acusado foragido (foto: Portal Tailândia)

Depois de uma tentativa de assalto frustrada em Igarapé-Miri, a polícia prendeu em fevereiro de 2020, o foragido pelo assassinato do menino Pedro, e suspeito no envolvimento de diversos outros crimes.

Foragido por morte de criança em Tailândia é preso em Igarapé-Miri (foto: divulgação)

Ainda sem julgamento, o caso que comoveu Tailândia segue o curso da ação penal, onde tudo que a família espera é que a justiça seja feita.

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